Monday, June 25, 2012
WAKE UP! TIME TO DIE...
EU NÃO TINHA NEM 20 ANOS QNDO 'BLADE RUNNER' ESTREOU. COMO NAO HAVIA INTERNET, CHEGUEI AO FILME POR DUAS VIAS: ERA DO DIRETOR DE 'ALIEN' (E TINHA O HAN SOLO) E POR UMA BOA MATERIA DE CAPA DA REVISTA 'CINEMIN', REPLETA DE FOTOS E DETALHES. ENTÃO, NUMA TARDE VADIA, FUI AO IMENSO CINE RIAN, NA PRAIA DE COPA (ONDE HJ ESTÁ UM HOTEL GRINGO) E VI O FILME. DUAS VZS SEGUIDAS (DAS MAIS DE 20 QUE VERIA NA VIDA). NA PRIMEIRA, FIQUEI IMPACTADO. PELO VISUAL, PELA HISTORIA, POR TUDO. NAO CONHECIA PHILIP K. DICK. SAI DALI DIRETO PRA UMA LIVRARIA, ONDE COMPREI LOGO DOIS TITULOS EM EDIÇÕES PORTUGUESAS DO CARA, INCLUINDO 'VAZIO INFINITO' (QUE, ACHO, FOI A BASE PARA 'TOTAL RECALL') E O PROPRIO 'BLADE RUNNER'. QUE, APESAR DE SER UM CONTO, FOI LANÇADO COMO LIVRO A PARTE PARA CAPITALIZAR EM CIMA DO FILME, QUE JA ERA CULT NA EUROPA QNDO CHEGOU AQUI, MAS FRACASSOU NOS EUA.
NAO DA PARA EXPLICAR O IMPACTO QUE O FILME TEVE EM MIM E NA MINHA GERAÇÃO. INFLUENCIOU NA MODA (MUITA GENTE IA A FESTAS NEW WAVE COM O LOOK DA RACHEL, DA PRIS OU DO ROY), NA PUBLICIDADE, NA DESCOBERTA DA LITERATURA SCI-FI (E DO PRÓPRIO PHILIP K. DICK, QUE MORREU NO ANO DO LANÇAMENTO DO FILME), DO CINEMA NOIR... FEZ PARTE ATE DE UM 'MOVIMENTO' INVENTADO PELA FOLHA E CHAMADO DE 'NEON REALISMO'. ATÉ DANCETERIAS PAULISTANAS COPIAVAM O ESTILO EM SUAS DECORAÇÕES. IAMOS AO CINEMA TODA SEMANA, EM GRUPOS, ONDE QUER QUE ESTIVESSE PASSANDO, PARA VE-LO MAIS UMA VEZ (O VCR CASEIRO AINDA NAO ERA POPULAR); E QNDO SAIU EM VHS LA FORA, LOGO APARECEU UMA COPIA PIRATA COM A VERSAO AMERICANA, QUE TINHA CENAS DIFERENTES DA VERSAO MUNDIAL (EUROPEIA E A QUE PASSOU AQUI). TENHO ESSE VHS EM ALGUM LUGAR. ELE TEM UMA CENA A MAIS DA PERSEGUIÇÃO DE DECKARD A ZOHRA. E, HAVIA TBM A TRILHA ORIGINAL DE VANGELIS E A QUE FOI LANÇADA COMERCIALMENTE, DIFERENTES, PQ ROLOU TRETA ENTRE O GREGO E OS PRODUTORES E A DELE FICOU BANIDA UNS TEMPOS.
ALGUNS ANOS MAIS TARDE, FUI PELA PRIMEIRA VEZ A PARIS, E UMA SALA DE CINEMA NO LES HALLES EXIBIA 'BLADE RUNNER' ININTERRUPTAMENTE DESDE A ESTREIA (ENTAO, JA HAVIAM PASSADO CINCO ANOS!), E CONTINUOU DEPOIS EM SESSOES DE MEIA-NOITE POR 20 ANOS! ATE QUE CHEGOU A VERSAO DO DIRETOR, SEM AQUELA NARRAÇAO QUE IRRITOU O HARRISON FORD (E O FEZ FICAR COM ODIO DO FIlME) E AQUELE FINAL FELIZ 'NADAVE' QUE IRITOU RIDLEY SCOTT (COM CENAS TIRADAS DE SHOTS NAO USADOS POR KUBRICK EM 'O ILUMINADO'). PARA MIM, POUCO MUDOU. SÓ VI UM FILME DIFERENTE DE FATO QNDO SAIU A EDIÇÃO ESPECIAL EM DVD E BLU-RAY QNDO BR FEZ 25 ANOS, QUE, NO BD, TRAZ O CORTE ORIGINAL, EXIBIDO APENAS NA UCLA, COM CENAS E PARTES Q NAO ESTAO EM NENHUMA DAS VERSOES.
EM COMPARAÇÃO COM O CONTO ORIGINAL DE PHILIP K. DICK, LEMBRO QUE OS PERSONAGENS DO FILME SAO MAIS INTERESSANTES, SOBRETUDO OS ANDROIDES. NO TEXTO, DECKARD É UM TIRA MISERAVEL, QUE SO PENSA EM GANHAR DINHEIRO MATANDO REPLICANTES PARA COMPRAR UM ANIMAL ARTIFICIAL PARA A ESPOSA (DAI O TITULO ORIGINAL, 'DO ANDROIDS DREAM WITH ELECTRIC SHEEPS?'), QUE É UM SIMBOLO DE STATUS FORTE NAQUELE FUTURO DISTÓPICO; E O FINAL É MEGA DEPRE, NAO DANDO NENHUMA CHANCE PARA O ROMANCE. NESSE CASO, PREFIRO O FILME -- QUE ME FEZ TER A PERCEPÇÃO DE QUE TODOS TEMOS PRAZO DE VALIDADE, SÓ NAO SABEMOS QUANDO VAMOS EXPIRAR. QUE TEM TBM A CELEBRE FRASE DITA PELO ANDROIDE ROY BATTY ANTES DE MORRER, VCS SABEM QUAL...
*BR TBM TEVE VARIAS DE SUAS FALAS/FRASES SAMPLEADAS EM INUMERAS MUSICAS E INFLUENCIOU O NOME DA BANDA INGLESA TYRRELL CORPORATION E A NOSSA REPLICANTES =)
Monday, June 18, 2012
NO TUNEL DO TEMPO DOS 80S
NUNCA FIZ O TIPO SAUDOSISTA E EVITO TODO O TIPO DE REVIVAL E COISAS DO GENERO. MAS, POR CONTA DO SHOW DOS TITÃS TOCANDO SEU CLÁSSICO ÁLBUM 'CABEÇA DINOSSAURO', ACABEI INDO AO CIRCO PARA VE-LOS HA DOIS SABADOS. NÃO OS VIA DESDE ANTES DO PRIMEIRO ACUSTICO DA BANDA, HA MAIS DE UMA DECADA. E VALEU A PENA TER IDO AO SHOW, NEM QUE TENHA SIDO SÓ PARA CONSTATAR QUE, CABEÇA É REALMENTE O MELHOR DISCO DA BANDA. E UM DOS MELHORES DO ROCK BRASIL DOS 80S. TBM LEMBREI QUE, VI O PRIMEIRO SHOW DE LANÇAMENTO DO DISCO, NO PROJETO SP, EM 1986. FOI IMPACTANTE, O MOMENTO DE VIRADA DA BANDA. TODOS SAIRAM COMENTANDO (ALGO QUE QUASE NAO SE FAZ MAIS HJ EM DIA, ACABOU SHOW, CABOU). O DISCO NÃO TEM UMA SÓ MUSICA RUIM E REPRESENTA MUITO BEM TODAS AS CABEÇAS E ESTILOS DOS TITÃS ORIGINAIS (DA VANGUARDA DO ARNALDO AO PUNK DE BRITO PASSANDO PELO REGGAE DE NANDO E O NEW WAVE/POP E ROCK DO RESTO). A BANDA, APESAR DE APENAS COM QUATRO MEMBROS ORIGINAIS, AINDA MANDA BEM AO VIVO. E AS LETRAS DE CABEÇA (QUE, POR ALGUM TEMPO, FORAM MUITO COMPARADAS COM AS DO PRIMEIRO -- E UNICO -- DISCO DAS MERCENÁRIAS, INCLUSIVE POR MIM) AINDA BOTAM NO CHINELO A MAIORIA DA PRODUÇÃO DO ROCK NACIONAL ATUAL. O QUE FOI QUE ACONTECEU COM A NOVA GERAÇÃO?
NO EMBALO DESTE SHOW, ONDE REECONTREI VARIOS AMIGOS, ACABEI VOLTANDO A LAPA, UMA SEMANA DEPOIS, PARA VER A DOBRADINHA PARALAMAS/CAPITAL, NA FUNDIÇÃO. CONFESSO QUE FUI MAIS PELAS COMPANHIAS, E PQ MA BABE SE AMARRA EM PDS. ALEM DOS FORTES LAÇOS DE AMIZADES QUE TEMOS COM ELES. CONHEÇO OS PARALAMAS DESDE OS ENSAIOS NA CASA DE VOVÓ ONDINA, EM COPA, QNDO ELES AINDA NEM TINHAM NOME. O SHOW DO PDS, COM HERBERT AGORA SENTADO NA CADEIRA DE RODAS, CONTINUA O MESMO: UM DESFILAR DE HITS NON-STOP. INCRIVEL. ELES NAO PRECISAM FAZER MAIS NADA. ACHO QUE NAO PRECISAM PROVAR MAIS NADA PRA NINGUÉM; NESTA MESMA NOITE, PENSEI EM DAR UM ALO PARA OS RAPAZES DO CAPITAL, QUE TBM NAO VIA HA SECULOS -- PQ, QNDO IA A SP NOS 80S, SEMPRE FUI BEM RECEBIDO NA CASA DE FE LEMOS E DE SUA ESPOSA INES, E DINHO SEMPRE FOI CAMARADA. ACABEI NAO FALANDO COM ELES E VENDO SÓ O COMEÇO DO SHOW, JA QUE ENTRARAM APOS AS 2AM. NO PALCO, SE PORTAM MEIO COMO UMA BANDA DE ROCK AMERICANA, COM DINHO MANDANDO MUITAS FRASES FEITAS (USA MUITO 'TA LIGADO') E MUSICAS QUE DIFEREM UM POUCO DO ESTILO DO CAPITAL DO INICIO, COM CANÇÕES COM REFROES PEGAJOSOS, A MAIORIA DE AUTORIA DE ALVIN L.. NADA CONTRA O SHOW E A BANDA. MAS NÃO CURTO TANTO MAIS, EMBORA SEJAM SUPER PROFISSIONAIS. CONTUDO, ASSIM COMO PDS E RPM, O CAPIN CONTINUA GRAVANDO MATERIAL NOVO, EM VEZ DE APENAS LANÇAR ACUSTICOS APELATIVOS E COLETANEAS. ISSO JÁ CONTA MUITOS PONTOS A FAVOR...
Wednesday, June 13, 2012
DUAS FANTASIAS SOMBRIAS
DOIS FILMES DE TEMATICA FANTASTICA, UM JA EM CARTAZ E OUTRO POR ENTRAR, ME PROVOCARAM REAÇÕES ANTECIPADAS DE MEDO, JUSTAMENTE POR SEUS TEMAS: UM, ERA MAIS UMA VERSAO PARA O CONTO DE FADAS DE BRANCA DE NEVE (DEPOIS DAQUELE CARNAVALESCO DO TARSEM), COM CLIMA DE AVENTURA MEDIEVAL; OUTRO, O NOVO DE TIM BURTON APOS O HORRIVEL 'ALICE', CUJO TRAILER ME CAUSAVA ARREPIOS, NO MAU SENTIDO. CONTUDO, NO FIM DAS CONTAS, TANTO 'SNOW WHITE & THE HUNTSMAN' QUANTO 'DARK SHADOWS' NAO DOERAM.
BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR ME PEGOU PQ EU ANDO NUMA FASE MEDIEVAL, POR CONTA DE GAME OF THRONES. ALEM DO QUE, O FILME É MUITO BEM ACABADO (A GENTE VE ONDE ESTA O DINHEIRO), TEM UM CLIMA DE AVENTURA BACANA, E CHARLIZE THERON COMO RAINHA MÁ ESTÁ REALMENTE ASSUSTADORA (MUITO MAIS PRESENTE DO QUE EM PROMETHEUS). APOSTO QUE MUITAS CRIANCINHAS SAIRAM DA SALA COM MEDO DELA. O UNICO DEFEITO DESTE É QUE KRISTEN STEWART CONTINUA ATUANDO DO MESMO JEITO DE SEMPRE: SEM SAL, EMOÇÃO OU EXPRESSÃO. FICA DIFICIL TORCER POR ELA EM VEZ DE PELA MALIGNA RAVENA. DE RESTO, NAO HÁ DO QUE RECLAMAR. É CINEMA BEM FEITO.
O QUE OS DOIS FILMES TEM EM COMUM SAO OS FIGURINOS DESLUMBRANTES DE COLLEEN ATWOOD. ESTA, QUE JA TRABALHOU MUITAS VZS COM TIM BURTON, CRIOU EXCELENTES LOOKS PARA RAVENA. ASSIM COMO CRIOU PARA O VAMPIRO DE DEPP EM DARK SHADOWS. ESTE É ADAPTAÇÃO DE NOVELA/SERIE DE TV AMERICANA DA VIRADA DOS ANOS 1960 PARA 70. SIM, UMA NOVELA COM VAMPIROS QUE PASSAVA A TARDE NA TV! NAO SEI SE PASSOU AQUI, SÓ VI, MUITO DEPOIS, EM VHS. MAS O CLIMA ERA BOM, ASSUSTADOR. NO FILME, HA UM POUCO DEHUMOR, MAS NAO TANTO QUANTO INDICA O TRAILER. ELE NAO É UMA COMEDIA. MAS TBM NAO SE DECIDE ENTRE O TERROR, HUMOR NEGRO OU MELODRAMA GÓTICO.
O QUE PEGA MESMO É QUE SÃO PERSONAGENS DEMAIS PARA TEMPO DE MENOS, NUM ELENCO COMPOSTO, ALEM DE DEPP, POR EVA GREEN, MICHELLE PFEIFFER, CHLOE GRACE MORETZ, HELENA BONHAM CARTER E OUTROS. DAVA PARA TER CORTADO ALGUNS PAPEIS, COMO O DE JOHNNY LEE MILLER, P EX. JÁ MORETZ PROMETE, MAS EH POUCO EXPLORADA. E COM TANTO A MOSTRAR/CONTAR, DS CONCLUI DE FORMA APRESSADA E USA DE MUITOS EFEITOS ESPECIAIS, ALGUNS DESNECESSARIOS. MAS FUNCIONA MAIS DO QUE EU ESPERAVA. E TEM ATE ALICE COOPER, COMO ELE MESMO, NUM 'HAPPENING' NA MANSAO DOS COLLINS. BURTON JA FOI BEM MELHOR NESSE TIPO DE FILME. MAS, AINDA ASSIM, O SEU TOQUE ESTÁ LÁ. PRINCIPALMENTE NA PRIMEIRA METADE...
BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR ME PEGOU PQ EU ANDO NUMA FASE MEDIEVAL, POR CONTA DE GAME OF THRONES. ALEM DO QUE, O FILME É MUITO BEM ACABADO (A GENTE VE ONDE ESTA O DINHEIRO), TEM UM CLIMA DE AVENTURA BACANA, E CHARLIZE THERON COMO RAINHA MÁ ESTÁ REALMENTE ASSUSTADORA (MUITO MAIS PRESENTE DO QUE EM PROMETHEUS). APOSTO QUE MUITAS CRIANCINHAS SAIRAM DA SALA COM MEDO DELA. O UNICO DEFEITO DESTE É QUE KRISTEN STEWART CONTINUA ATUANDO DO MESMO JEITO DE SEMPRE: SEM SAL, EMOÇÃO OU EXPRESSÃO. FICA DIFICIL TORCER POR ELA EM VEZ DE PELA MALIGNA RAVENA. DE RESTO, NAO HÁ DO QUE RECLAMAR. É CINEMA BEM FEITO.
O QUE OS DOIS FILMES TEM EM COMUM SAO OS FIGURINOS DESLUMBRANTES DE COLLEEN ATWOOD. ESTA, QUE JA TRABALHOU MUITAS VZS COM TIM BURTON, CRIOU EXCELENTES LOOKS PARA RAVENA. ASSIM COMO CRIOU PARA O VAMPIRO DE DEPP EM DARK SHADOWS. ESTE É ADAPTAÇÃO DE NOVELA/SERIE DE TV AMERICANA DA VIRADA DOS ANOS 1960 PARA 70. SIM, UMA NOVELA COM VAMPIROS QUE PASSAVA A TARDE NA TV! NAO SEI SE PASSOU AQUI, SÓ VI, MUITO DEPOIS, EM VHS. MAS O CLIMA ERA BOM, ASSUSTADOR. NO FILME, HA UM POUCO DEHUMOR, MAS NAO TANTO QUANTO INDICA O TRAILER. ELE NAO É UMA COMEDIA. MAS TBM NAO SE DECIDE ENTRE O TERROR, HUMOR NEGRO OU MELODRAMA GÓTICO.
O QUE PEGA MESMO É QUE SÃO PERSONAGENS DEMAIS PARA TEMPO DE MENOS, NUM ELENCO COMPOSTO, ALEM DE DEPP, POR EVA GREEN, MICHELLE PFEIFFER, CHLOE GRACE MORETZ, HELENA BONHAM CARTER E OUTROS. DAVA PARA TER CORTADO ALGUNS PAPEIS, COMO O DE JOHNNY LEE MILLER, P EX. JÁ MORETZ PROMETE, MAS EH POUCO EXPLORADA. E COM TANTO A MOSTRAR/CONTAR, DS CONCLUI DE FORMA APRESSADA E USA DE MUITOS EFEITOS ESPECIAIS, ALGUNS DESNECESSARIOS. MAS FUNCIONA MAIS DO QUE EU ESPERAVA. E TEM ATE ALICE COOPER, COMO ELE MESMO, NUM 'HAPPENING' NA MANSAO DOS COLLINS. BURTON JA FOI BEM MELHOR NESSE TIPO DE FILME. MAS, AINDA ASSIM, O SEU TOQUE ESTÁ LÁ. PRINCIPALMENTE NA PRIMEIRA METADE...
Saturday, June 09, 2012
ROTAÇÕES POR SEGUNDO
Conheço o (talvez) único brasileiro que esteve no lendário primeiro show dos Beatles nos USA, no Shea Stadium (nyc), em meados dos 60s, João Luiz de Albuquerque (ainda por aqui, alive & kicking, bless you, fluminense doente), na época, correspondente da revista 'Manchete'. Quando soube disso, perguntei a ele, muito curioso: 'João, como foi?' Resposta: 'Não sei, só ouvi gritos'. Johnny Boy (como o chamo) me disse que, além do palco ser longe e pequeno, com som ruim, tudo o que se ouvia eram o gritos das fãs ecoando pelo estádio e nada mais. Pura histeria. Alguns anos depois de Johnny ter me contado isso, presenciei algo muito parecido, aqui: um show do RPM num maracanãzinho super lotado de fãs histéricas. Nao se ouvia nada do que Paulo Ricardo cantava, só gritos. Só gritos!
O RPM foi a coisa mais próxima que o rock brasileiro teve de beatlemania -- que é algo bem diferente da histeria quase religiosa de fãs do Los Hermanos hoje em dia, e do Legião, ontem -- e jamais houve nada parecido depois. Eu vi (e senti), não me contaram. Estava lá no show do Maracanazinho, em posição privilegiada: entrei e sai no ônibus da banda (que quase virado pelos fãs na saida!) E não estava lá como jornalista. Motivo? Conheci o Paulo antes da fama. Na verdade, era amigo de uma de suas irmãs, a Rosane (a outra é a Cristiane). Apesar de termos morado no bairro do Flamengo na mesma época, só conheci Rosane e Paulo depois, já em SP. Na verdade, conheci Rosane em shows e depois viramos pen pals, correspondentes por carta, contando um ao outro o que rolava lá e cá (pois é, houve um tempo em que nao existia e-mail). Mas, quando fui a SP, passar um dia na casa deles, Paulo já estava em Londres (escrevia pra revista 'somtres' e pro jornal de música 'Canja', do qual quase fui correspondente carioca, não tivesse o jornal acabado, como tudo naquela época sobre musica durava pouco). Por isso, só fui conhecer Paulo de fato já como popstar, e eu como jornalista iniciante.
Talvez pelo laço de amizade familiar, mesmo quando a banda não falava com ninguem, eles sempre me recebiam ou atendiam minha ligação. Fiz, inclusive, o último release deles, na fase 'quatro coiotes' (disco que foi gravado em los angeles), quando todos estavam brigados entre si, e eu falava com uns e levava o recado pros outros. Fiz tbm o relato do ultimo show deles da fase original no Rio, apenas dois anos depois de toda a comoção no maracanazinho, num Canecão que não lotou. Título de minha matéria: 'crepúsculo voraz' (em alusão ao hit 'alvorada voraz'). O bastante pro Paulo ficar sem falar comigo um tempo. Mas disse a verdade. Nunca fiz media com banda alguma, e tinha a sorte/azar de ter amigos em quase todas as bandas relevantes dos anos 80 (por este motivo, já ficaram sem falar comigo, por minhas opiniões, Lobão, Herbert Vianna, Philippe da Plebe, meio Titãs etc). O RPM nao era mais o mesmo, nao havia como evitar. Nesse dia no Canecão, pelo menos, Paulo ganhou um brinde e tanto: Luciana Vendramini estava na plateia e virou sua namorada.
O RPM foi Beatles até no ponto de ter a sua propria gravadora, que lançou o primeiro e unico disco do Cabine C (e também do selo), 'fÓSFOROS DE oXFORD'. Era a banda da eminencia parda do rock paulistano, Ciro Pessoa -- que esteve tambem na formação inicial pré-discos dos Titãs. O LP 'radio pirata ao vivo', do RPM, é o disco de rock brasileiro que mais vendeu em todos os tempos (mais de dois milhoes de cópias!). O som da banda, para quem nao conheceu na e´poca entender, era meio parecido com o que o Muse faz hj em dia: uma cruza de rock classico, new wave/punk e progressivo (foi a primeira banda local a ter super produção ao vivo, lasers, projeções etc). E tudo isso, essa locura, aconteceu num espaço de dois, tres anos. E a banda nao conseguiu se manter e seguir em frente, como aconteceu com alguns de seus contemporaneos como PDS, Titas, Capital, Ultraje etc, justamente por ter sido o único a ter subido o mais alto no olimpo do pop (com egos inflados por drogas no processo). Provavelmente, jamais teremos e veremos nada parecido com o RPM no rock brasileiro. Eles causaram, sim, uma beatlemania tupiniquim...
*tempos depois encontrei com paulo num show aqui no rio, ele falou comigo, mas ate hoje nao vi nenhum show desse rpm reformado. Nada contra. Pretendo ver um dia.
O RPM foi a coisa mais próxima que o rock brasileiro teve de beatlemania -- que é algo bem diferente da histeria quase religiosa de fãs do Los Hermanos hoje em dia, e do Legião, ontem -- e jamais houve nada parecido depois. Eu vi (e senti), não me contaram. Estava lá no show do Maracanazinho, em posição privilegiada: entrei e sai no ônibus da banda (que quase virado pelos fãs na saida!) E não estava lá como jornalista. Motivo? Conheci o Paulo antes da fama. Na verdade, era amigo de uma de suas irmãs, a Rosane (a outra é a Cristiane). Apesar de termos morado no bairro do Flamengo na mesma época, só conheci Rosane e Paulo depois, já em SP. Na verdade, conheci Rosane em shows e depois viramos pen pals, correspondentes por carta, contando um ao outro o que rolava lá e cá (pois é, houve um tempo em que nao existia e-mail). Mas, quando fui a SP, passar um dia na casa deles, Paulo já estava em Londres (escrevia pra revista 'somtres' e pro jornal de música 'Canja', do qual quase fui correspondente carioca, não tivesse o jornal acabado, como tudo naquela época sobre musica durava pouco). Por isso, só fui conhecer Paulo de fato já como popstar, e eu como jornalista iniciante.
Talvez pelo laço de amizade familiar, mesmo quando a banda não falava com ninguem, eles sempre me recebiam ou atendiam minha ligação. Fiz, inclusive, o último release deles, na fase 'quatro coiotes' (disco que foi gravado em los angeles), quando todos estavam brigados entre si, e eu falava com uns e levava o recado pros outros. Fiz tbm o relato do ultimo show deles da fase original no Rio, apenas dois anos depois de toda a comoção no maracanazinho, num Canecão que não lotou. Título de minha matéria: 'crepúsculo voraz' (em alusão ao hit 'alvorada voraz'). O bastante pro Paulo ficar sem falar comigo um tempo. Mas disse a verdade. Nunca fiz media com banda alguma, e tinha a sorte/azar de ter amigos em quase todas as bandas relevantes dos anos 80 (por este motivo, já ficaram sem falar comigo, por minhas opiniões, Lobão, Herbert Vianna, Philippe da Plebe, meio Titãs etc). O RPM nao era mais o mesmo, nao havia como evitar. Nesse dia no Canecão, pelo menos, Paulo ganhou um brinde e tanto: Luciana Vendramini estava na plateia e virou sua namorada.
O RPM foi Beatles até no ponto de ter a sua propria gravadora, que lançou o primeiro e unico disco do Cabine C (e também do selo), 'fÓSFOROS DE oXFORD'. Era a banda da eminencia parda do rock paulistano, Ciro Pessoa -- que esteve tambem na formação inicial pré-discos dos Titãs. O LP 'radio pirata ao vivo', do RPM, é o disco de rock brasileiro que mais vendeu em todos os tempos (mais de dois milhoes de cópias!). O som da banda, para quem nao conheceu na e´poca entender, era meio parecido com o que o Muse faz hj em dia: uma cruza de rock classico, new wave/punk e progressivo (foi a primeira banda local a ter super produção ao vivo, lasers, projeções etc). E tudo isso, essa locura, aconteceu num espaço de dois, tres anos. E a banda nao conseguiu se manter e seguir em frente, como aconteceu com alguns de seus contemporaneos como PDS, Titas, Capital, Ultraje etc, justamente por ter sido o único a ter subido o mais alto no olimpo do pop (com egos inflados por drogas no processo). Provavelmente, jamais teremos e veremos nada parecido com o RPM no rock brasileiro. Eles causaram, sim, uma beatlemania tupiniquim...
*tempos depois encontrei com paulo num show aqui no rio, ele falou comigo, mas ate hoje nao vi nenhum show desse rpm reformado. Nada contra. Pretendo ver um dia.
Tuesday, June 05, 2012
PROMETHEUS: ACORRENTADO AO ALIEN ORIGINAL
TECNICAMENTE, 'PROMETHEUS' É IRRETOCÁVEL, MAS PERDE PONTOS MESMO NO ROTEIRO. SE ALIEN ERA UM SCI-FI B QUE DEU CERTO, PELA FORÇA DE SEU CLIMÃO, TRAMA E, PRINCIPALMENTE, POR APRESENTAR UM NOVO E FORMIDÁVEL MONSTRO -- HJ JÁ NA GALERIA DOS CLÁSSICOS DO CINEMA --, ALEM DA PRIMEIRA HEROINA DESSE TIPO DE FILME; O NOVO TEM GRANA DE SOBRA PARA GASTAR. E GASTOU. MAS NAO IMPRESSIONA TANTO. A NAO SER QUE VC JAMAIS TENHA VISTO O ORIGINAL. ELE TEM UM BOM ELENCO (MICHAEL FASSBENDER, CHARLIZE THERON E NOOMI RAPACE, ALÉM DE UM CARA IGUALZINHO AO TOM HARDY), MAS O UNICO PERSONAGEM BEM DESENVOLVIDO É O DE NOOMI (A LISBETH SALANDER DOS MILLENIUM ORIGINAIS), AINDA QUE O ANDROIDE FEITO POR FASSBENDER TENHA AS MELHORES FALAS (EH IRONICO). SEM A ATUAÇÃO VISCERAL DA SUECA -- UMA MINI RIPLEY --, QUASE TUDO PODERIA TER IDO PELO RALO. JÁ O 3D AJUDA NA PROFUNDIDADE.
PRA QUEM ADORA O ORIGINAL, ESTÁ LÁ, RETRABALHADA, A CONCEPÇÃO VISUAL ORIGINAL DE H.R. GIGER: AQUELA IMENSA SALA ONDE ESTA UMA ESPECIE DE ASTRONAUTA NO COMANDO DO QUE SERIA UMA NAVE, MAS SEM O MESMO CLIMA SINISTRO/NOIR. O FILME ATE TEM CENAS NOJENTAS, MAS, COMO DISSE, PARECEM APENAS CLONADAS DO FILME ORIGINAL (COMO A EM QUE NOOMI FAZ UMA AUTO-CESARIANA PARA EXPELIR O HOSPEDEIRO, EQUIVALENTE A DO JOHN HURT EM TERMOS DE GORE). A GRANDE SACADA DO FILME, NO FIM DAS CONTAS, É DESCOBRIR QUE FASSBENDER NAO ESTÁ PARECIDO COM PETER OTOOLE (FASE LAWRENCE DA ARABIA) A TOA. CONTUDO, FICO NA DUVIDA SE O FILME VAI FAZER MUITO SUCESSO E RECUPERAR SEU CUSTO. ATE PQ, EH UM SCI-FI COMO N SE FAZ HJ EM DIA, MAIS PREOCUPADO COM A TRAMA DO Q COM EFEITOS. SE ISSO ACONTECER, JÁ SABEMOS ONDE (E COM QUEM) SERÁ O PRÓXIMO.
Saturday, June 02, 2012
HellRadio: o inferno no seu dial!
Como alguns de vcs me pediram pra continuar fazendo aqui, e se eu nao contar certas historias que vivi, ninguem vai contar (ou vao ignorar mesmo), aqui vai mais uma: o lendário programa de rádio HellRadio.
Era o começo dos 90s, o rock estava mudando de novo, o grunge batia a porta. mas certos tipos de bandas nao tocavam nem mesmo na dita radio rock do rio, a fluminense fm, vulgo 'maldita'. meu broder andre mueller (o andre x, baixista da plebe rude), na epoca era meu vizinho, ja que tinha a loja rock-it!, em sociedade com dado villa-lobos (legiao). na esquina da minha casa, entao a gente se via muito, pq eu vivia lá -- onde, tbm, programavamos mostras de filmes trash sábados a tarde, junto com rolinha e andré barcinski. E pensamos em levar a proposta de um pgm para a flu, onde eu tinha certa entrada (ja tinha feito a programação do mchawk, de skate music, e tbm fui, por algum tempo, o bucaneiro fantasma do pirate radio, em que jamais divulguei que era eu quem fazia). A ideia era dar um gás na rock-it com o pgm, ja que, como nao rolava grana, a flu nos cedeu de usar vinhetas anunciando a loja e tbm o rio fanzine. Era uma especie de permuta.
E assim foi. Nos deram a hora da zona morta das radios: entre 8 e 10 da noite, depois da voz do brasil, bem na hora de novela e jornal, ninguem ouve radio nessa hora. ninguem, a nao ser os desgarrados. e logo chamamos a atenção destes, pq, no hellradio, tocava tudo o q era banido ou ignorado pela flu, que sempre foi conservadora com os novos sons na programação, e tinha preconceito contra crossover, eletronica, hip hop e talz. nós nao tinhamos qq tipo de preconceito. entao, foi no hellradio que nomes como ministry, body count, dwarves, mudhoney, beastie boys, rollins band e tantos mais nessa linha tiveram chance, alem de tbm tocar demos de bandas locais e nacionais, como a de uma certa banda de forrocore de brasilia chamada raimundos. em poucas semanas ja eramos o talk of the town dos malucos e alternativos. e, logo, recebemos tbm uma ligação do dono da radio, que nao apenas odiava o q a gente tocava (ele achava q ministry, por ser eletronico, era 'dance music'!), como tbm nao gostava do q a gente falava no ar. usavamos uma linguagem direta, e, muitas vzs, criticavamos a própria radio no ar! O resultado foi que, dois meses depois, eles pediram pra gente sair.
Saimos. Mas, em poucos dias, a radio foi inundada por cartas e mais cartas dos ouvintes do pgm, muitas mesmo, algumas ate ameaçando de morte o gerente -- que a gente dedurou no ar antes de sair --, e eles nao tiveram outra opção a nao ser nos chamar de volta! era isso ou ficar recebendo telefonemas irados e perder audiencia. voltamos para mais uma rodada (no total, o programa mal durou um ano) e foi ainda melhor do que antes. nessa fase, passamos a fazer festas hellradio na torre de babel, em ipanema, onde nos foram cedidas noites de terças-feiras pelo sempre antenado gringo cardia, q ouvia o pgm e sacou a nossa onda. nestas festas, se apresentaram, pela primeira vez na zona sul carioca, nomes como piu piu e sua banda, gangrena gasosa, planet hemp (em um de seus primeirissimos shows), alem de outros, como inhumanoids!, p ex. eu e andre eramos os djs das noites, exibiamos filmes, clipes e desenhos de ren & stimpy, e dava um publico razoavel. Isso tbm durou pouco, cerca de seis meses. pq, vcs sabem, como é ate hj, quase nao existe indie na zs e ninguem quer pagar pra entrar. assim, nada dura (e nem paga os custos).
Durante o hellradio, pessoas bem bacanas iam na radio atender o telefone pra gente, ja q eu e andre ficavamos selecionando e tocando as musicas (vinil, cds e cassete), como carla rebecca (nossa ruiva fetiche, que era balconista da rock it), nosso querido (e falecido) rick novaes, amigo de brasilia do andre, que, mais adiante, se reinventou como dj sob o nome de mr spaceley. e, sobretudo, o bernadão erótico. esse foi o nome que demos pro bernardo (futuramente, Bnegão), pq ele tinha um jeito suave, meio chef de south park, de atender as pessoas, sobretudo as mulheres. e, como o pgm era bem na hora do jantar, a gente dizia no ar que estavamos com fome. entao, uns fas que moravam ali perto, passaram a nos trazer pizza quase toda segunda-feira. essa troca com os ouvintes era incrivel!
E assim foi; o Hellradio hj é um pgm mais lembrado do q ouvido, nao tenho UMA FITA sequer do pgm, pois ele era ao vivo e eu nao tinha como deixar gravando, mas de vez em qndo, aparece alguem me dizendo q tem as tais fitas, mas jamais me entrega copias. Tivemos uma pequena sobrevida na radio costa verde, de itaguai (por conta do fa/amigo larry antha, do sex noise). eu e andre iamos uma vez por mes gravar os pgms, pq era longe pra carater, mais de duas horas de carro pela brasil e mais um pedaço da rio-santos ate chegar lá, nao dava pra fazer isso toda semana (só valia pra comprar cerva Itaipava, que nao tinha aqui na época). e, nao sendo ao vivo e sem o calor dos comentarios, nao durou muito. O curioso é que, a tal radio maldita, que nos xingava, pq a gente tocava 'dance music', vendeu o seu espaço no dial para a... Jovem Pan!
*quisemos fazer uma festa de aniversario de 20 anos do hellradio numa famosa casa indie carioca, mas, ate hj, estamos esperando o retorno. sabe como é, rio de janeiro...
Era o começo dos 90s, o rock estava mudando de novo, o grunge batia a porta. mas certos tipos de bandas nao tocavam nem mesmo na dita radio rock do rio, a fluminense fm, vulgo 'maldita'. meu broder andre mueller (o andre x, baixista da plebe rude), na epoca era meu vizinho, ja que tinha a loja rock-it!, em sociedade com dado villa-lobos (legiao). na esquina da minha casa, entao a gente se via muito, pq eu vivia lá -- onde, tbm, programavamos mostras de filmes trash sábados a tarde, junto com rolinha e andré barcinski. E pensamos em levar a proposta de um pgm para a flu, onde eu tinha certa entrada (ja tinha feito a programação do mchawk, de skate music, e tbm fui, por algum tempo, o bucaneiro fantasma do pirate radio, em que jamais divulguei que era eu quem fazia). A ideia era dar um gás na rock-it com o pgm, ja que, como nao rolava grana, a flu nos cedeu de usar vinhetas anunciando a loja e tbm o rio fanzine. Era uma especie de permuta.
E assim foi. Nos deram a hora da zona morta das radios: entre 8 e 10 da noite, depois da voz do brasil, bem na hora de novela e jornal, ninguem ouve radio nessa hora. ninguem, a nao ser os desgarrados. e logo chamamos a atenção destes, pq, no hellradio, tocava tudo o q era banido ou ignorado pela flu, que sempre foi conservadora com os novos sons na programação, e tinha preconceito contra crossover, eletronica, hip hop e talz. nós nao tinhamos qq tipo de preconceito. entao, foi no hellradio que nomes como ministry, body count, dwarves, mudhoney, beastie boys, rollins band e tantos mais nessa linha tiveram chance, alem de tbm tocar demos de bandas locais e nacionais, como a de uma certa banda de forrocore de brasilia chamada raimundos. em poucas semanas ja eramos o talk of the town dos malucos e alternativos. e, logo, recebemos tbm uma ligação do dono da radio, que nao apenas odiava o q a gente tocava (ele achava q ministry, por ser eletronico, era 'dance music'!), como tbm nao gostava do q a gente falava no ar. usavamos uma linguagem direta, e, muitas vzs, criticavamos a própria radio no ar! O resultado foi que, dois meses depois, eles pediram pra gente sair.
Saimos. Mas, em poucos dias, a radio foi inundada por cartas e mais cartas dos ouvintes do pgm, muitas mesmo, algumas ate ameaçando de morte o gerente -- que a gente dedurou no ar antes de sair --, e eles nao tiveram outra opção a nao ser nos chamar de volta! era isso ou ficar recebendo telefonemas irados e perder audiencia. voltamos para mais uma rodada (no total, o programa mal durou um ano) e foi ainda melhor do que antes. nessa fase, passamos a fazer festas hellradio na torre de babel, em ipanema, onde nos foram cedidas noites de terças-feiras pelo sempre antenado gringo cardia, q ouvia o pgm e sacou a nossa onda. nestas festas, se apresentaram, pela primeira vez na zona sul carioca, nomes como piu piu e sua banda, gangrena gasosa, planet hemp (em um de seus primeirissimos shows), alem de outros, como inhumanoids!, p ex. eu e andre eramos os djs das noites, exibiamos filmes, clipes e desenhos de ren & stimpy, e dava um publico razoavel. Isso tbm durou pouco, cerca de seis meses. pq, vcs sabem, como é ate hj, quase nao existe indie na zs e ninguem quer pagar pra entrar. assim, nada dura (e nem paga os custos).
Durante o hellradio, pessoas bem bacanas iam na radio atender o telefone pra gente, ja q eu e andre ficavamos selecionando e tocando as musicas (vinil, cds e cassete), como carla rebecca (nossa ruiva fetiche, que era balconista da rock it), nosso querido (e falecido) rick novaes, amigo de brasilia do andre, que, mais adiante, se reinventou como dj sob o nome de mr spaceley. e, sobretudo, o bernadão erótico. esse foi o nome que demos pro bernardo (futuramente, Bnegão), pq ele tinha um jeito suave, meio chef de south park, de atender as pessoas, sobretudo as mulheres. e, como o pgm era bem na hora do jantar, a gente dizia no ar que estavamos com fome. entao, uns fas que moravam ali perto, passaram a nos trazer pizza quase toda segunda-feira. essa troca com os ouvintes era incrivel!
E assim foi; o Hellradio hj é um pgm mais lembrado do q ouvido, nao tenho UMA FITA sequer do pgm, pois ele era ao vivo e eu nao tinha como deixar gravando, mas de vez em qndo, aparece alguem me dizendo q tem as tais fitas, mas jamais me entrega copias. Tivemos uma pequena sobrevida na radio costa verde, de itaguai (por conta do fa/amigo larry antha, do sex noise). eu e andre iamos uma vez por mes gravar os pgms, pq era longe pra carater, mais de duas horas de carro pela brasil e mais um pedaço da rio-santos ate chegar lá, nao dava pra fazer isso toda semana (só valia pra comprar cerva Itaipava, que nao tinha aqui na época). e, nao sendo ao vivo e sem o calor dos comentarios, nao durou muito. O curioso é que, a tal radio maldita, que nos xingava, pq a gente tocava 'dance music', vendeu o seu espaço no dial para a... Jovem Pan!
*quisemos fazer uma festa de aniversario de 20 anos do hellradio numa famosa casa indie carioca, mas, ate hj, estamos esperando o retorno. sabe como é, rio de janeiro...
Friday, May 25, 2012
I WAS A TEENAGE PUNK
Por aqui, pessoas escrevem certos livros sem consultar quem participou de cenas. Ja vi dois livros falando de punk brazuca e nenhum dos dois falou com pessoas importantes da cena carioca, p ex. Um era paulista, entao a gente ja espera isso. Mas o outro foi escrito por um carioca, que nao viveu a cena. Gente boa, mas não checou tudo. E a cena punk carioca nasceu em volta da turma de skatistas que frequentava pista de campo grande (tres dos quatro integrantes do coquetel molotov eram skatistas) e points como o dancy méier, a pça mahatma ghandi (cinelandia) e arredores da lapa. eu fiz parte dessa turma (e jamais nenhum desses autores de supostos textos sobre o punk carioca falaram comigo, nao para ser citado, mas pelo menos, para contar um lado da historia, e nem mesmo com nomes importantes desta cena, só ficaram na superfície). entao, vou contar o que vi/vivi:
A genese foi ali, em campo grande, ao som de ramones. os punks do rio ouviam mais o som americano do que ingles, embora clash e pistols estivessem na agenda. mas, aqui, éramos mais fas de ramones, dk, black flag etc. ate porque, a cena em si so começou a se formar no começo dos 80s, enquanto que a de sp começou no final dos 70s. entao, nos 80s, o hardcore usa mandava mais. vale lembrar que a cena punk rock do rio (e do país, tbm) veio pouco antes da cena rock dos 80s (junto com os punks, só mesmo a gang 90). só que ninguem conhecia essa galera, que era realmente alternativa, por isso são preteridos em livros que falam de rock brasileiro dos 80s. diferentemente do povo do rock, todos filhos de classe media e de militares, os garotos punks eram pobres, vindos de lares desfeitos (nenhum amigo meu tinha pai ou mae vivendo juntos, eu inclusive) e ter grana para comprar equipamentos era sonho. em geral, os baixos e guitarras eram comprados em lojas de segunda mao no centro. alguem ai já usou um baixo felpa? pois é, eu tive um. as roupas e adereços tbm eram improvisados, quase nada comprado em loja. nos espantava saber que a galera punk de brasilia era toda de burgueses.
o coquetel molotov nasceu da necessidade de ter uma banda para falar por essa galera sub no rio, pois em sp ja existiam colera, inocentes, olho seco e ratos de porão. o disco 'grito suburbano' deu o impulso. dai, tatu, olmar (que era meu melhor amigo, na época), lucio flavio e cesar nine se juntaram e formaram a banda -- que, depois, inspirou outras, como descarga suburbana, eutanásia etc. eu fazia parte da entourage e cheguei a escrever letras junto com tatu ('uma certa manhã em 1984', entre elas) e ate mesmo a tocar baixo em ensaios. mas eu ja queria ser jornalista e escrevia o fanzine 'blitz' (antes da banda existir) -- pq blitz é o termo para o ataque dos alemaes na segunda guerra --, que era distribuido nos shows, e 'blitzgrieg bop', uma musica dos ramones. o primeiro palco para os show foi no dancy (escrito errado assim mesmo) meier, um lugar decadente em frente a estação de trem, do lado do cinema, que alguem da turma descolou para shows, aos domingos. isso nao durou nem um ano, seis meses, se tanto. mas fez barulho o bastante pra levar ate gente da imprensa e da zs (como hermano vianna e mauricio valladares) pra ver qualera -- hermano escreveu a primerisisma materia sobre a turma na revista 'pipoca moderna'. nas quintas-feiras, a turma se encontrava ali perto, no corredor do cine imperator (dava pra fazer street e tudo). só depois, qndo o circo voador foi pra lapa, é que os encontros mudaram de lugar. e a turma aumentou consideravelmente.
o coquetel nunca lançou um disco de fato, embora tenha emplacado musicas na fluminense fm ('odio as tvs', p ex, tocou bastante uma época), o punk rock era sujo demais para o rock brasil, foi abafado. ate o fim de sua vida (em 2005), tatu tentou reunir a banda para gravar um disco oficial. mas tudo o que restou foram cassetes perdidas (eu não tenho nenhuma). sequer uma faixa em coletanea o coquetel teve. ninguem tinha um puto para nada. e, tirando uns poucos shows no circo, como um histórico, em 83, com lobão e ratos -- e um no festival de rock de juiz de fora, junto com lobão, barão e erasmo carlos! --, a banda so tocou em espeluncas obscuras do rio e arredores (nunca tocu em sp). pelo seu próprio espirito anarquico, foi ate natural que isso tivesse acontecido. mais adiante, a mistura com o rap ja começara a acontecer na lapa, que resultaria no que viria a ser o embrião do planet hemp (cujo elo foi o tbm já falecido skunk, que era da turma punk). mas essa, ja é outra história...
A genese foi ali, em campo grande, ao som de ramones. os punks do rio ouviam mais o som americano do que ingles, embora clash e pistols estivessem na agenda. mas, aqui, éramos mais fas de ramones, dk, black flag etc. ate porque, a cena em si so começou a se formar no começo dos 80s, enquanto que a de sp começou no final dos 70s. entao, nos 80s, o hardcore usa mandava mais. vale lembrar que a cena punk rock do rio (e do país, tbm) veio pouco antes da cena rock dos 80s (junto com os punks, só mesmo a gang 90). só que ninguem conhecia essa galera, que era realmente alternativa, por isso são preteridos em livros que falam de rock brasileiro dos 80s. diferentemente do povo do rock, todos filhos de classe media e de militares, os garotos punks eram pobres, vindos de lares desfeitos (nenhum amigo meu tinha pai ou mae vivendo juntos, eu inclusive) e ter grana para comprar equipamentos era sonho. em geral, os baixos e guitarras eram comprados em lojas de segunda mao no centro. alguem ai já usou um baixo felpa? pois é, eu tive um. as roupas e adereços tbm eram improvisados, quase nada comprado em loja. nos espantava saber que a galera punk de brasilia era toda de burgueses.
o coquetel molotov nasceu da necessidade de ter uma banda para falar por essa galera sub no rio, pois em sp ja existiam colera, inocentes, olho seco e ratos de porão. o disco 'grito suburbano' deu o impulso. dai, tatu, olmar (que era meu melhor amigo, na época), lucio flavio e cesar nine se juntaram e formaram a banda -- que, depois, inspirou outras, como descarga suburbana, eutanásia etc. eu fazia parte da entourage e cheguei a escrever letras junto com tatu ('uma certa manhã em 1984', entre elas) e ate mesmo a tocar baixo em ensaios. mas eu ja queria ser jornalista e escrevia o fanzine 'blitz' (antes da banda existir) -- pq blitz é o termo para o ataque dos alemaes na segunda guerra --, que era distribuido nos shows, e 'blitzgrieg bop', uma musica dos ramones. o primeiro palco para os show foi no dancy (escrito errado assim mesmo) meier, um lugar decadente em frente a estação de trem, do lado do cinema, que alguem da turma descolou para shows, aos domingos. isso nao durou nem um ano, seis meses, se tanto. mas fez barulho o bastante pra levar ate gente da imprensa e da zs (como hermano vianna e mauricio valladares) pra ver qualera -- hermano escreveu a primerisisma materia sobre a turma na revista 'pipoca moderna'. nas quintas-feiras, a turma se encontrava ali perto, no corredor do cine imperator (dava pra fazer street e tudo). só depois, qndo o circo voador foi pra lapa, é que os encontros mudaram de lugar. e a turma aumentou consideravelmente.
o coquetel nunca lançou um disco de fato, embora tenha emplacado musicas na fluminense fm ('odio as tvs', p ex, tocou bastante uma época), o punk rock era sujo demais para o rock brasil, foi abafado. ate o fim de sua vida (em 2005), tatu tentou reunir a banda para gravar um disco oficial. mas tudo o que restou foram cassetes perdidas (eu não tenho nenhuma). sequer uma faixa em coletanea o coquetel teve. ninguem tinha um puto para nada. e, tirando uns poucos shows no circo, como um histórico, em 83, com lobão e ratos -- e um no festival de rock de juiz de fora, junto com lobão, barão e erasmo carlos! --, a banda so tocou em espeluncas obscuras do rio e arredores (nunca tocu em sp). pelo seu próprio espirito anarquico, foi ate natural que isso tivesse acontecido. mais adiante, a mistura com o rap ja começara a acontecer na lapa, que resultaria no que viria a ser o embrião do planet hemp (cujo elo foi o tbm já falecido skunk, que era da turma punk). mas essa, ja é outra história...
Thursday, May 17, 2012
A MULHER QUE VEIO DO ESPAÇO
EU MAL TINHA 10 ANOS QUANDO COMEÇOU A TOCAR LA EM CASA, NUM VINIL DA MAMA, O ALBUM 'LOVE TO LOVE YOU BABY', DE DONNA SUMMER, PRODUZIDO POR GIORGIO MORODER (ABAIXO). ERA ESTRANHO, DIFERENTE, E TINHA UMA MULHER GEMENDO, EU NEM SABIA O PORQUE, MAS CAUSAVA ALGUMA COISA (RS). SÓ BEM MAIS A FRENTE SOUBE QUE ERA DONNA SUMMER. E BEM MAIS A FRENTE AINDA, DESCOBRI QUE ESSA FOI A PEDRA FUNDAMENTAL DA DISCO MUSIC. E QUE EM SUA VERSAO DE PISTA (o primeiro maxi single da historia) ELA DURAVA 18 MINUTOS, SENDO UNS 2 OU 3MINS SÓ DO (SUPOSTO) ORGASMO DE DONNA SUMMER! PARAVA TUDO! -- NOS ANOS 90, O LIL LOUIS COPIOU ESSE ESQUEMA EM 'FRENCH KISS', UMA MUSICA LONGA QUE PARAVA NO MEIO PRA UMA MULHER GOZAR E DEPOIS VOLTAVA AO BEAT --. COM GIORGIO, SUMMER TBM GRAVOU O MARCO DA SPACE-DISCO, 'I FEEL LOVE', EM 77, COPIADA POR 10 ENTRE 10 DJS ATUAIS...
DEPOIS VIERAM VARIAS DANCE TRACKS, DANDO O START DO QUE VIRIA A SER A DISCO MUSIC MUNDO A FORA (AINDA RESTRITA AS CHAMADAS BOATES, DEPOIS AO MAINSTREAM, COM O ESTOURO DO FILME 'SATURDAY NIGHT FEVER', QUE INSPIROU 'THANK GOD, IT´S FRIDAY', NO QUAL SUMMER APARECE COMO ATRIZ), E DONNA SUMMER REINOU NAS PARADAS POP/DANCE POR MAIS DE UMA DÉCADA, ALBUM APÓS ALBUM, TODOS TOP HITS, COM MAIS QUALIDADES E VOZ DO QUE AS LADY GAGA E KATE PERRYS DE HJ, SEM PRO-TOOLS OU TRUQUES DE VOZ (E COM BANDA). NOS ANOS 90 ELA SE CONVERTEU AO EVANGELHO E TIROU DO SETLIST AS MUSICAS MAIS OUSADAS DE SUA ERA DISCO (COMO A PROPRIA ME CONFIRMOU EM ENTREVISTA POR TELEFONE, HA UNS 4 ANOS, QNDO LANÇOU 'CRAYONS' E ESTEVE AQUI PÁRA SEUS ULTIMOS SHOWS NO BRASIL). UMA PENA. SUAS GIGS MAIS RECENTES JA NAO CONTAVAM MAIS COM 'I FEEL LOVE', 'BAD GIRLS' (ELA POSOU COMO PUTA NA CAPA) OU 'LOVE TO LOVE YOU, BABY'.
R.I.P. DONNA SUMMER
R.I.P. DONNA SUMMER
Saturday, May 12, 2012
NYMPHS: MORTOS NA LARGADA
DANDO UMA GERAL NOS VINIS DEPAREI-ME COM O PRIMEIRO E UNICO ÁLBUM DA BANDA NYMPHS, QUE SAIU NO BRASIL EM 1991, APENAS POR CAUSA DO ESTOURO DO NIRVANA, JA QUE ERAM DA MESMA GEFFEN RECORDS E ELES QUERIAM EMPLACAR TUDO O QUE FOSSE ROCK AGRESSIVO NA ÉPOCA. FORMADA EM NEW JERSEY EM 1985, MAS COM CARREIRA TRILHADA PELOS CLUBES DE LOS ANGELES, O NYMPHS FOI CHAMADO DE GLAM PUNK, PELO ESTILO VISUAL E PELAS LETRAS, A MAIORIA DELAS ESCRITAS PELA VOCALISTA INGER LORRE, RAZÃO DO SUCESSO E DO FRACASSO DA BANDA. BONITA, TALENTOSA E TEMPESTIVA, INGERA ERA UMA PRE-COURTNEY LOVE (PELO VISTO, LOVE ROUBOU MUITAS IDEIAS DELA). REZA A LENDA QUE, AO ASSINAR COM A GEFFEN, ELA SUBIU NA MESA E TIMBROU O CONTRATO COM UMA MIJADA. POR CAUSA DE SEU TEMPERAMENTO, A BANDA ACABOU NÃO ACONTECENDO, JA QUE INGER NAO TOPAVA FAZER TUDO O QUE A GRAVADORA MANDAVA. UMA PENA, JA QUE ELES PODIAM TER SIDO GRANDES, PQ TINHAM O QUE ERA PRECISO PARA ISSO.
CURIOSO QUE, APESAR DO UNICO ALBUM DA BANDA SER MUITO BOM (ATE HJ, SÓ TENHO VINIL, JAMAIS ACHEI EM CD), EU SÓ COMEÇAVA A OUVI-LO PELO LADO B, ONDE ESTÃO AS FAIXAS 'SUPERSONIC' E 'SAD AND DAMNED'. ESTA ULTIMA, ACABOU SENDO O PRIMEIRO E UNICO CLIPE DA BANDA, QUE PASSAVA AQUI NA MTV (MOSTRAVA, ENTRE OUTRAS COISAS BIZARRAS, VERMES SAINDO DA BOCA DE INGER, NUMA VERSAO FREAK SHOW DO CHÁ DE ALICE). DEPOIS, ELES AINDA LANÇARAM UM EP E A BANDA ACABOU EM 1992. RECENTEMENTE, INGER ANDOU FAZENDO SHOWS SOLO ONDE APRESENTOU O REPERTORIO DO NYMPHS, E COGITOU-SE ATE UM COMEBACK DA BANDA, QUE, INFELIZMENTE, FOI ABORTADO PELA MORTE DO BATERISTA ALEX KIRST (QUE TOCOU COM IGGY POP, DAI IGGY TER FEITO UNS VOCALIZES EM 'SUPERSONIC'). ALEX FOI ATROPELADO E MORTO NUMA ESTRADA DA CALIFORNIA NO COMEÇO DE 2011. RESTOU-NOS APENAS O UNICO DISCO DO NYMPHS, QUE, GRAVADO HA 21 ANOS, TEM MAIS PUNCH E BALLS DO QUE A MAIORIA DO SISSY ROCK QUE SE FAZ HJ EM DIA. VALE A PENA CONHECE-LO. PARA OUVIR BEM ALTO E, SE DER, CHAPADO (RS)
*NOTEM QUE FOI DIRIGIDO POR TIM POPE, QUE FAZIA OS CLIPES DO CURE...
Tuesday, May 08, 2012
ZIGGY PLAYS... DECKS!!!
Muita gente se espanta quando descobre que eu tbm sou dj. E ha mais de 20 anos! O que não os deixa saber é que, nesta carreira paralela, eu atuava usando pseudonimos (tony the tiger, ziggy), para nao misturar canais. O DJ não tinha nada a ver com o jornalista. Mas, o começo de tudo, vem lá atrás, ainda moleque, quando eu geralmente era o dj de improviso das festinhas, pq achava um saco esperar uma musica acabar e começar outra. No principio, passava do vinil para o cassete (e v-v), nos antigos 3x1, depois passei a usar fitas montadas, com trechos editados na base da fita splice (estas, eu usava para sonorizar campeonatos de skate antes do cd), ate chegar aos toca discos profissionais, em casas como as extintas crepusculo de cubatão e dr smith (rj), aí ja ganhando algum pelo trabalho. No cubatão, comecei por acaso, cobrindo o viajante ze roberto mahr, qndo este nao podia, junto com o luis carlos franco (que nao seguiu carreira). Fiz o mesmo tbm na metropolis, junto com dudu menna barreto. depois, ganhei noite fixa no cubatao (como tony the tiger, alcunha dada pelo philippe seabra, da plabe), junto com paulinho the hunter, a quem batizei de paulo futura, baseado no cabaré futura e num projeto nosso (com hermano vianna), que nao rolou. nestas noites (que variavam entre goth rock e acid house), tbm toquei com outro iniciante, que depois ficou famoso, o dj felipe venancio.
Mas só nos 90s é que a coisa se tornou profissional e dedicada. Aí, entra em cena ziggy (homenagem ao et de bowie), que tem esse nome pq, a principio, tocava um tipo de eletronica 'espacial', uma coisa nova lá da primeira metade dos 90s. era o som trance do inicio, antes de o termo virar sinonimo de farofa, que contava tanto com tunes de moby quanto de the orb. era uma musica muito viajandona e instrumental. quando os chemical brothers apareceram, o som acelerou e, dai em diante (meados dos 90s), criei o site/festa electric head, que começou itinerante em 1995, ate pousar na sala 2 da bunker, em 97, onde ficou até o fechamento da casa, em 2005 (toda sexta). esta fase foi a mais prolifica, com gigs toda sexta na bunker e sábados em raves (que ainda nao eram redutos de playbas), aqui ou em outros estados, como sp, mg e rs. Como ziggy, as vzs faturava mais do que no jornal (mas metade da grana era reinvestida em discos vinil importados) e cheguei a ter musicas incluidas em tres coletaneas diferentes: uma da utter records (feita com leoni, como prisoners), num cd do rock in rio de 2001 (já como dj ziggy) e numa do site bitsmag (esta ultima circulou ate no japao), alem de a galera do b.u.m. ter feito remix para a track 'fall out' e a incluido num cd deles, underground collective.
Ao contrario dos demais djs, nunca me especializei só num tipo de som. eu simplesmente ia evoluindo junto com a eletronica corrente: trance, big beat, techno, electro e variantes, nunca gostei de gueto, nem de repetição. tem djs que tocam o mesmo som do começo ao fim, por anos a fio. me dá tédio. nas raves, com mais gente, é que caia mais para um tipo de trance (o progressivo), por causa do público. já abri ate pros aliens do sun project. mas nao tocava psy, e sim uma seleção da belga bonzai records, que me mandava discos semanalmente para testar, a maioria sem nome, pq o dono do selo era o yves deruyter (dos space hit 'calling earth', que é fodástica), a quem conheci pessoalmente. Falando em conhecer, lá no começo da internet, segunda metade dos 90s, varios djs gringos vieram tocar na electric head por causa do site: da dupla israelense analog pussy, passando por djs do canadá, nova york, finlandia, londres, e até o pacou da tresor. eu descolava o cache e/ou lugar pra ficar e eles vinham. Foi tbm na e-head que tocaram, pela primeira vez, as djs locais K-milla (hj morando na Holanda) e rave girl (agora estilista), além de amigos como alexey, jay b, roger lyra e tantos mais...
Com o fim da bunker, passei a tocar eventualmente em casas como fosfobox (eletronico em geral), dama de ferro (electro) e matriz (crossover rock/eletronica, estilo dfa). mas, atualmente, com as poucas casas que restaram no rio, dominadas por grupos, onde só rolam festas e djs que fazem parte de uma mesma panela/produtora, fui tirado do circuito. tbm nunca quis fazer parte de agencias (embora ja tenha sido convidado por duas). fui dj como fui skatista: for fun. no momento em que a coisa fica seria demais, vira 'trabalho', salto fora. mas meus decks estao montados em casa e meus discos preferidos (a maioria em vinil) continuam lá, a postos. E estou aqui contando a história, pq senao, ninguém vai ficar sabendo disso -- sempre rolou preconceito pq eu era do rio fanzine/globo, e mesmo livros escritos por coleguinhas sobre djs nesse meio tempo sequer citam ziggy ou a e-head. por outro lado, existiram aqueles q chamavam pra tocar achando q isso garantia nota na coluna (nao garantia). para todos estes, UM SONORO bip!
*fotos de dani bever
Friday, May 04, 2012
ADAM YAUCH: 1964-2012
É com grande tristeza que confirmamos que o músico, rapper, ativista e diretor Adam "MCA" Yauch, membro fundador do Beastie Boys e também da Milarepa Foundation, que produziu o Tibetan Freedom Concert, e da empresa de produção e distribuição de filmes Oscilloscope Laboratories, faleceu em sua cidade natal Nova Iorque, nesta manhã, depois de uma batalha de quase três anos contra um câncer.
Ele tinha 47 anos de idade. Nascido no Brooklyn, Nova York, Yauch aprendeu a tocar baixo sozinho, ainda na escola, ao formar uma banda para sua festa de aniversário de 17 anos, que mais tarde se tornaria conhecida no mundo inteiro como Beastie Boys. Com os colegas Michael "Mike D" Diamond e Adam "Adrock" Horovitz, o grupo Beastie Boys vendeu mais de 40 milhões de álbuns. Lançou quatro álbuns #1 - incluindo o primeiro álbum de hip hop a chegar ao topo da Billboard 200, o álbum de estréia de 1986, Licensed To Ill - ganhou três Grammys e o MTV Video Vanguard Lifetime Achievement Award.
No mês passado Beastie Boys foram introduzidos o Rock & Roll Hall of Fame, com Diamond e Horovitz lendo um discurso de aceitação de Yauch, que não pôde comparecer á cerimônia. Além de ter participado da criação de álbuns históricos do Beastie Boys, como Paul’s Boutique, Check Your Head, Ill Communication, Hello Nasty e muito mais, Yauch foi dos fundadores do Milarepa Fund, uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover a conscientização e ativismo sobre as injustiças cometidas aos tibetanos nativos pelo governo chinês e forças militares. Em 1996, Milarepa produziu o primeiro Tibetan Freedom Concert no Golden Gate Park, em San Francisco, que foi assistido por 100 mil pessoas, tornando-o maior show beneficente em solo estadunidense desde o Live Aid de 1985. O Tibetan Freedom Concert continuaria quase uma década seguinte em Nova Iorque, Washington DC, Tóquio, Sydney, Amsterdam, Taipei e outras cidades.
Na sequência do 11 de setembro de 2001, Milarepa organizou o New Yorkers Against Violence, um evento beneficiente encabeçado pelos Beastie Boys no Hammerstein Ballroom, Nova York, com os rendimentos destinados para a New York Women’s Foundation Disaster Relief Fund e o New York Association for New Americans (NYANA), um fundo para refugiados - cada um deles escolhido por seus esforços em nome das vítimas do atentado e com menos probabilidade de receber ajuda de outras fontes.
Sob o pseudônimo de Nathanial Hörnblowér, Yauch dirigiu icônicos vídeos do Beastie Boys incluindo So Whatcha Want, Intergalactic, Body Movin e Ch-Check It Out. Em seu próprio nome, Yauch dirigiu ano passado o Fight For Your Right Revisited, um video estendido, de meia-hora, para Make Some Noise do álbum Hot Sauce Committee Part Two, estrelado por Elijah Wood, Danny McBride e Seth Rogen como em 1986, Beastie Boys, fazendo seu caminho, em uma aventura, até se depararem com Jack Black, Will Ferrell e John c. Reill como os Beastie Boys do futuro.
A paixão e talento para o cinema de Yauch levaram-no a fundar a Oscilloscope Laboratories, e, em 2008, ele lançou seu primeiro filme como diretor, o documentário sobre basquete Gunnin’ For That #1 Spot e, desde então, tornou-se uma grande força na distribuição de vídeos independentes, acumulando um catálogo de títulos aclamados como Wendy and Lucy, de Kelly Reichardt, The Messenger, de Oren Moverman, Exit Through The Gift Shop, do Banksy, Tell Them Anything You Want: A Portrait Of Maurice Sendak de Lance Bangs e Spike Jonze, entre outros.
Yauch deixa sua esposa Dechen e sua filha Tenzin Losel, bem como seus pais Frances e Noel Yauch
*tradução do comunicado oficial do site beastieboys.com
Wednesday, April 18, 2012
JOSS WHEDON, I LOVE YOU!
Quando, no final dos anos 90, comecei a ver a série 'Buffy, a caça-vampiros', baseada num filme mal sucedido (com kristy swanson, donald sutherland, rutger hauer, pee wee herman e luke perry), era tipo um prazer culpado. Qndo vc dizia pra alguem que assistia a tal serie, era olhado errado ou sacaneado. As pessoas, em geral (e antes de a serie virar cult), tinham preconceito para ver e perceber a qualidade dos roteiros, do elenco, dos personagens, dos temas, da primeira grande reinvenção do mito dos vampiros, bem antes dessa moda twilight e derivados -- tbm foi a primeira serie de tv com um casal gay/lésbico, antes do 'escandalo' do outing da ellen degeneres. alem do mais, a buffy delineada por joss whedon (com sensacional interpretação de sarah michelle gellar, que foi revelada ali) tinha todas as caracteristicas de uma heroina de hqs. Seus amigos, chamados de scooby gang, xander e willow, eram o máximo. seu mentor, o ingles gilles, perfeito. a bad girl, faith, um sonho. e o amor proibido de buffy, o vampiro galã angel (que depois até ganhou serie propria), dava o toque final.
Com a fama posterior de Buffy (que, depois da tv, prosseguiu como serie em quadrinhos), Whedon entrou na roda e passou a ser nome citado em todos os grandes projetos de cinema ou tv, como jj abrams é hj (ja esteve cotado para dirigir spider-man antes de sam raimi, p ex). mas, infelizemente, ele nao teve sucesso com seu caro western sci-fi, firefly, nem com dollhouse, serie que mereceria a tv fechada para ir mais fundo no tema, e acabou escrevendo roteiros para hqs enquanto sua vez nao chegava. e, um dia, ela chegou. com o anuncio de que ele seria o diretor de avengers/os vingadores, todos os fas poderiam suspirar tranquilos. ele nao ia fazer merda. e nao fez. Não apenas fez um dos melhores filmes de super herois de todos os tempos, como tbm o melhor da marvel até hj. além disso, the avengers é um fabuloso filme de guerra, indo além do blockbuster cheio de efeitos de sempre. há uma diferença abismal entre qualquer transformers da vida e este genial filme que reune alguns dos maiores herois das hqs de todos os tempos, como hulk, thor, capitão américa e homem de ferro. Todos, com suas personalidades e caracteristicas bem delineadas, e ninguém é principal/secundário.
Na bem armada trama, que ja vai direto ao assunto -- pois os filmes solo de cada heroi ja contaram o que era preciso contar --, a grande sacada é o inicio da relação entre cada um deles, porque, ate ali, nenhum era amigo do outro. thor é arrogante, porque um deus; tony stark/iron man, é sacana, pq um genio; capitao américa, um ingenuo patriota perdido no tempo; e hulk, o cara do pavio curto. ainda há natasha/viúva negra e clint barton/gavião arqueiro -- com seus passados obscuros --, além do chefe da s.h.i.e.l.d., nick fury (na tela, negro, o que nunca foi nos gibis, mas sam jackson soube lhe dar o toque certo). Contudo, junta-los nao é garantia de nada. é preciso um objetivo comum. quem traz isso é loki, o irmao maligno de thor, que almeja conquistar nosso planeta, com o auxilio de um exercito de monstros de outra dimensão. E tudo isso dá certo, com um filme que realiza o sonho de cada um de nós, que começou a ler os gibis da marvel quando moleque, e nunca pensou que, um dia, poderia ver isso de tal forma, no cinema, exatamente do jeito como jack kirby desenhou e stan lee imaginou. Quando acontece a primeira grande cena dos vingadores, juntos, pela primeira vez!, e botando pra foder nas ruas de nova york, as lagrimas escorrem dos olhos. É a prova de mais um trunfo da magia do cinema. e a gente pensa ou diz no escurinho: joss whedon, eu te amo!
Sunday, April 15, 2012
DIGITAL: NA TELA, FICA BEM MELHOR DO QUE NA GRAVAÇÃO
Uma das coisas sobre as quais mais se falou desde o advento do CD foi sobre a queda da qualidade de som devido a compressão do áudio quando ele se torna digital. O assunto ficou mais forte com a chegada do mp3 e a compressão ainda maior, que tornou a musica que se ouve hj em tocadores portateis um lixo (pra quem tem a referencia anterior). No meu caso, eu acho o som do vinil melhor, sim, do que o do CD (meu ouvido é quem diz na hora em que ouço um e outro), sobretudo nos graves e volume (o CD distorce apos certa altura). Nao compro musica online e, entre mp3 e cd (se nao tiver vinil), prefiro o CD áudio, que pelo menos usa uma compressão menor, ainda que hj exista o flac. Vi um pgm chamado 'on track', no qual levam uma banda atual pra gravar faixas em vinil (no que vi, eram os Foals), e o veredito da banda foi: o som do vinil ficou bem mais proximo do real, ja que nao se perde nada como acontece na conversão para o digital. fato.
Mas o assunto aqui será imagem. Agora é a vez do cinema. Em menos de dois anos, nao serao mais feitos filmes em pelicula (sua produção já esta sendo encerrada) e os projetores analogos nos eua, p ex, serao todos trocados por digitais, de 4k (como o da sony, na foto), que são equivalentes a alta definição para a tv, só que 4 vzs mais -- e o resto do mundo vai acompanhar, se nao, nao terá como exibir os filmes. Pessoalmente, nao acho que o filme digital seja pior do que a película (fora na hora da fotografia). Nao vejo a a distorção/diferença gritante que rola entre o som do vinil, cd e mp3, p ex. Claro que certas nuances da fotografia (como a granulagem) serao comprometidas, pois certos filmes realçavam mais esse lado em pelicula, ja que o digital é sempre limpinho. Mas, o filme digital é extremamente limpido, claro, sem arranhoes. Nao existirá mais aquele problema de iluminação, que torna certos filmes mais escuros, ou de pulos de cenas, p ex. teremos sempre projeções muito boas, estáveis, no geral, aliado a um som igualmente bom. O operador tem apenas de seguir os parametros.
Essa alta definição, ja presente nos blu-rays (que, no entanto, não são ainda 2 ou 4k, embora ja existam monitores assim no japão, que fazem upscaling), nos fará ver filmes como eles foram feitos originalmente. Tem gente que acha que nao rola de ver filme antigo e em p-b em blu-ray, pq estes nao sao digitais, feitos hj. Ledo engano. O bd proporciona que a gente veja aquele filme antigo em pb no esplendor original de sua fotografia e resolução, ja que as telas e projetores nunca estiveram no mesmo patamar para exibi-los como deveriam, enqto que a película, sim. E, claro, um filme rodado hj, em cameras 4k (que seria o equivalente ao full hd para o cinema) e projetados assim nas telas, ficarao ainda mais fantasticos. O novo 'Underworld' já e um destes filmes. Pena que, aqui, ele nao teve essa projeçao (bom, temos uma sala imax e outra 4k no uci, lá já vai dar pra sentir a diferença, como deu em 'Cowboys & aliens'). Ja o 3D hi-def se destaca dos demais em qualidade, mesmo que exibido num cinema 'comum', pq tem mais brilho e ajuda nos filmes mais escuros.
Mais uns 10, 12 anos e o cinema como conhecemos hj, será/estará totalmente diferente... (@tomleao)
Mais uns 10, 12 anos e o cinema como conhecemos hj, será/estará totalmente diferente... (@tomleao)
Saturday, April 07, 2012
CADAVERES DO GRUNGE
Com as mortes de Kurt Cobain e Layne Staley no calendário do mês, lembrei dos breves contatos que tive com ambos. Primeiro com Cobain: estava num plantão, junto com eva joory, e nossa missão era emboscar alguem do nirvana nos corredores do hotel intercontinental, em sao conrado (onde kurt e courtney ja tinham armado barracos homericos no finde). Eu e eva circulamos pelo hall, fomos ate ao bar (infiltrados, claro) e, numa dessas, passa Cobain, alucinado, gritando, nao dizendo coisa com coisa. Usava aquela roupa meio pijama com que aparece em algumas fotos. Curioso como me lembrou renato russo, alguns anos antes, em igual estado, pelos corredores de um hotel em brasilia. Eram almas gemeas, no sentido de serem idolos pop que se auto-imolaram publicamente, em nome da fama. Nesta noite, nao teve jogo com Cobain. Na tarde seguinte, ele foi gentil com a galera do pgm College Radio. E só (bom, amigo meu, roberto berliner, pegou o braço da guitarra que ele quebrou no show). Eu e Eva acabamos no quarto do baixista krist novoselic, falando de politica local e mundial, com a imensidao da rocinha emoldurando a janela do quarto, servindo como contra-ponto.
Em outro hotel, o ex-rio palace, no posto seis (copa), buscava falar com alguem de outro hollywood rock. dando incertas pelo lobby (no qual, certa vez, shaun ryder me ofereceu tabletes de ecstasy), de repente, surge Layne, com um skate de street nas mãos e doido para saber onde podia usa-lo. me aproximei e dei a dica do bowl (mal feito) do arpoador, ali do lado. Em ultimo caso, dava para brincar um pouco no redondo da praça, com aquele visual ao fundo. Ele topou, e levei-o até lá. Mas, para nao perder a confiança do cara, nao atuei como jornalista, e sim como skatista. Layne era bem discreto, falava baixo e pouco, e nao aparentava estar constantemente chapado, como kurt. nesta tarde, definitivamente, nao estava. Entao, falamos apenas de skate, contei pra ele um pouco da cena local (ainda nao tinhamos bob arrebentando na gringa) e ele disse que sempre andava de skate quando queria dar um tempo. Nao parecia aquele cara sombrio e angustiado das letras do aic. O que me passou, é que ele era um cara muito fragilizado, que exorcizava seus demos via música. adorei o show da banda, e ouvi muitas vzs, após sua morte, Layne e a questão final da letra de 'would?'
Em outro hotel, o ex-rio palace, no posto seis (copa), buscava falar com alguem de outro hollywood rock. dando incertas pelo lobby (no qual, certa vez, shaun ryder me ofereceu tabletes de ecstasy), de repente, surge Layne, com um skate de street nas mãos e doido para saber onde podia usa-lo. me aproximei e dei a dica do bowl (mal feito) do arpoador, ali do lado. Em ultimo caso, dava para brincar um pouco no redondo da praça, com aquele visual ao fundo. Ele topou, e levei-o até lá. Mas, para nao perder a confiança do cara, nao atuei como jornalista, e sim como skatista. Layne era bem discreto, falava baixo e pouco, e nao aparentava estar constantemente chapado, como kurt. nesta tarde, definitivamente, nao estava. Entao, falamos apenas de skate, contei pra ele um pouco da cena local (ainda nao tinhamos bob arrebentando na gringa) e ele disse que sempre andava de skate quando queria dar um tempo. Nao parecia aquele cara sombrio e angustiado das letras do aic. O que me passou, é que ele era um cara muito fragilizado, que exorcizava seus demos via música. adorei o show da banda, e ouvi muitas vzs, após sua morte, Layne e a questão final da letra de 'would?'
Monday, April 02, 2012
CLAVES PRETAS
Ha duas semanas, rolou de falar com o Dan Auerbach (o de barba na foto acima), vocalista e guitarrista da dupla americana Black Keys (a outra metade é o baterista/produtor Patrick Carney), e eu não perdi a chance. Ele falou pouco, pq era a morning after de um show, tava cansadão e com a voz detonada, mas contente. 'Tocamos em Chicago a noite passada, e foi muito legal, porque o Michael Jordan tava lá assistindo', fez questão de frisar.
O papo que está no ar é que o Black Keys seria o 'Arcade Fire' da vez. Ou seja, uma banda indie que vai ser grande este ano, já figurando nas capas de revistas mainstream, tipo a 'Rolling Stone' e talz. Procede?
Dan = Não sei... só se for pq somos indie e estamos nas capas de revistas agora. Pode ser... mas somos bem diferentes, musicalmente...
Eles tinham tocado no imenso Madison Square Garden (nyc) ha poucas semanas, e já se preparavam para uma nova data no local. E ai, assustou?
Dan = Tocamos lá na semana passada, e vamos tocar de novo em breve; é meio assustador, sim, pq é muito grande. Mas lotou. Acho que isso nos ajudou a aquecer para os shows nos festivais de verão na Europa, que serão muitos, alguns em lugares grandes -- lembrou, mas esquecendo de citar o americano Coachella, no qual tocaram no dia 13 de abril.
O novo disco do BK, 'EL CAMINO' (lançado aqui via Warner), já é o sétimo deles. Tem gente que só ouviu falar de Black Keys de uns dois anos pra cá -- em parte pq eles foram ofuscados pelo fato de serem contemporaneos do white stripes e ter uma formação similar e fazer um som meio parecido--. Como ele vê a carreira da banda após sete álbuns, e o reconhecimento mais amplo vindo só agora?
Dan = Bom, sete é um número especial, mágico, rolou uma progressão natural. Mas, de certa forma, foi algo meio inesperado (só ficar famoso agora), pq nós mesmos, às vzs, achávamos que não chegaríamos lá. Já pensamos até em carreira solo -- revelou.
Os americanos tem uma estreita relação com carros (numa sociedade que os privilegia), e El Camino é um modelo de van. Qual a relação deles com automóveis, e com o El Camino, em especial?
Dan = Nossa relação com carros é forte, e uma banda precisa muito de uma van para começar a fazer turnês. Nós sempre estamos num carro, de certa maneira. Nossa van é nossa casa em grande parte do ano. Nós realmente temos um El Camino, e resolvemos homenageá-lo...
Perguntei, de brincadeira, como não confundir Black Keys com várias outras bandas 'blacks' por aí, como Black Lips, Black Kids, Black Crowes, e até mesmo Black Sabbath (rs)
Dan = (rindo) Bom, pelo menos não temos nada a ver com o Black Eyed Peas (gargalhadas gerais). Das outras citadas, nós gostamos. Acho que ter 'black' no nome soa cool...
Os Black Keys vem de Ohio, terra da batata, e tbm de Devo e The Pretenders. Ele me disse se chegaram a ter alguma influência destas bandas clássicas dos 80s:
Dan = Diria que temos algo do Devo, pq gostava deles quando criança. Sei da (carreira da) Chrissie Hynde, a respeitamos. Ohio continua tendo uma cena muito underground, não sai muita coisa de lá, só a cada 20 anos, mais ou menos (rs),,,
No novo disco, eles trabalharam novamente com o dj/produtor Dangermouse, a metade da dupla Gnarls Barkley, que esteve com eles em 'attack & release' (2008)
Dan = Ele é um cara muito bacana, já virou um irmão da gente. Por isso o chamamos de volta. Ele realmente entende do que faz...
No final do papo, Dan deixou escapar, sem dar detalhes, que já estão se movendo para vir tocar na América do Sul muito em breve:
Dan = Já estamos nos mexendo para fazer isso (tocar no Brasil e arredores) e já recebemos ofertas, mas não podemos falar nada ainda...
Saturday, March 31, 2012
MINHA NOITE COM JELLO BIAFRA

A primeira vez em que jello biafra, dos dead kennedys -- que passou esta semana pela segunda vez no rio com sua nova banda --, veio ao brasil, nao foi para um show, mas para protestar. ele veio especialmente ao rio para acompanhar de perto a comitiva americana na eco-92, no riocentro, e protestar. contudo, ele acabou no meio de um show la no circo voador (nao me lembro de quem agora) e cantou umas duas songs do dk e se jogou na plateia, daquele seu jeito de como quem toma um choque elétrico.
dias depois, na verdade algumas noites depois, ele acabou na casa do renato russo, em ipanema. como juninho sabia q eu era fazao do dk, me deu o toque e eu apareci na area. alguem disse a jello q renato era um nome importante do punk rock e assim o encontro se deu. mas jello nao estava muito a vontade la no ape de rr, pois este estava com dois garotoes na parada e delirando demais (se nao me engano, assistindo a um vhs gringo de juventude transviada). alem de jr e os rapazes, so havia nós dois e o clima ficou meio esquisito (rs). entao, jello me pediu para leva-lo ate o apart em que estava, no leblon (talvez tenha sido hospede no ape de alguem, tbm nao lembro bem), e, como na epoca eu morava na area com ma babe, nos fomos andando pelo calçadao da praia, altas horas, ja que tambem era o meu caminho.
no trajeto, conversamos sobre a cena punk carioca e nacional, expliquei para ele as diferenças que haviam entre a daqui e a de sp, p ex, por onde ele ja tinha passado e comprado uns discos (vinil) na baratos afins -- jello andava com uma vitrolinha portatil para testar os discos que comprava, inclusive um rarisismo do modulo mil, que ele ja veio de san francisco no encalço -- ele ouviu a tudo com bastante curiosidade e, como todo gringo, se espantava com os enormes abismos sociais que existiam -- e ainda existem -- no brasil, sobretudo no rio, onde riqueza e pobreza convivem lado a lado entre as favelas e os bairros ricos da zs. ele nao entendia como os rockers daqui viviam tao bem, quando rock, basicamente, é musica de proleta, principalmente punk rock. ao fim de nossa jornada, me presenteou com uma camiseta que puxou da mochila, com um slogan pro-vinil, que, naquela epoca, meio que entrou em extinção pela acelerada popularização do compact disc.
no fim do papo/caminhada, jello achou curioso eu saber que o seu nome real era eric boucher, num tempo em que nao havia internet/google (mas eu era um garoto aplicado, rs). era um tempo em que nao havia, tambem, celular, e nao se andava com maquinas fotograficas no bolso se nao tivesse um proposito. portanto, nao ha qualquer foto de nosso encontro, nem dele na casa de renato. só nós (e agora, vcs) sabemos disso...
Thursday, March 29, 2012
RÁ-UUUL!!!

Raul Seixas nao foi de minha geração. Qndo o conheci, ele ja estava no fim. Contudo, quando guri, torci por ele, pela figura, num festival da canção, por ter me chamado a atenção com o rock-baião 'let me sing'. Era diferente de tudo o q estava no festival, fora os Mutantes. Só vi Raul de perto duas vzs: a primeira, qndo trabalhei na produção do musical mixto quente, em show na praia do pepino. Raul passou rapido, cambaleante, levado por ajudantes. Ele mal conseguia ficar de pé no palco. Alguns anos antes, havia escalado o morro da urca pra ver um show dele no noites cariocas, mas o lugar tava tao lotado que mal vi/ouvi de longe. a maioria dos meus amigos, que como eu, nao o conheciam, tinha ido lá pra ouvir o censurado 'rock das aranha'.
Conheci raul seixas, verdadeiramente, só agora, com o sensacional documentario de walter carvalho, que me levou as lagrimas no final, 'raul seixas: o inicio, o fim e o meio'. nao só é o melhor doc musical nacional q ja vi, como tbm um dos melhores em qq categoria. carvalho nao so nos revela, detalhadamente, quem foi raul, como nos mostra tudo, com riquezas de detalhes, sem evitar nenhum tema polemico ou usar de chapa branca. O grande legado do doc, a meu ver, é desfazer a imagem de maluco beleza pura e simples, que foi o q ficou de raul para quem nao o conheceu de fato. ele é muito mais do que isso: pioneiro do rock no brasil (em 1957, aos 13 anos, ja tinha uma banda, imitando elvis), pioneiro na fusao de rock com ritmos nordestinos -- para ele, luiz gonzaga e elvis tinham a mesma pegada -- alternativo de fato (nunca esteve ligado a tropicalia ou a mpb) e que usou do sistema para passar sua mensagem (sempre gravou por majors do disco), e o fazia tao bem q nem a censura captava a ironia em suas letras, vide a sensacional 'ouro de tolo', que foi top hit.
O diretor conseguiu fazer paulo coelho falar (e muito bem, inclusive numa cena curiosa, no qual aparece uma mosca na asseptica genebra, na suíça, a quem o mago chama de raul, apropriadamente), mostrou os malucos da gran ordem kavernista (um deles jamais tinha falado/aparecido), nos revela que raulzito teve cinco mulheres -- algumas ao mesmo tempo --, sendo que duas delas, coincidentemente, vivem nos eua e tem filhas que hj sao americanas (e um neto que é a cara dele, ironia, ja q ele nunca teve filho), exceto vivi seixas, q hj é dj e mora no rio; vai do começo inocente, passa pelo meio conturbado e mostra o fim melancolico/decadente, que so nao foi pior pela força q o conterraneo marcelo nova (camisa de venus) lhe deu --alguns acham q foi oportunismo, nao foi --, proporcionando os seus ultimos shows e apresentando-o a uma nova geração de fas. O doc so derrapa por ter deixado a ultima frase para caetano veloso, com quem raulzito nunca teve nenhuma conexão, fora serem baianos. Era muito melhor q este. Fora isso, está tudo la. até o nelsinho motta (rs)
Sunday, March 25, 2012
BATALHA VORAZ
Confesso que, até ver o trailer, ha cerca de um mês, nao tinha a minima ideia do que se tratava 'The hunger games' (uma serie de livros young adult, soube depois). Mas, na hora, vi que era uma especie de versao amaciada do japones batoru roiawaru (battle royale), filme que vi ha uns 12 anos, derivado de um livro e que tbm deu numa série em mangá publicado aqui (incompleto) pela conrad, e que teve continuação no japão. E, depois de ver o filme em questao, nao resta a menor duvida. copia algo, sim.
Hunger games (jogos vorazes) é a melhor estreia de todos os tempos de um filme nao continuação, e a terceira maior, atras apenas de um batman e de outro harry potter. deu u$155mi |($65 so no dia da estreia, mais do que deu o carissimo john carter em duas semanas, p ex). tive de conferir, claro. ate pq, adoro filmes passados em futuros distópicos. e, na primeira hora, hunger games me agradou. é um sci-fi a moda antiga, numa ambientação meio anos 70, que me lembrou tanto logan´s run (a cidade) qnto laranja mecanica (a fotografia e o vestuario). e tbm achei legal o fato de nao apelar para muitos efeitos especiais, e nem ser em 3D. só por isso, já valeu.
Mas, o filme em si é apenas uma versao sem gore e sem punch de battle royale. pq, na hora do 'vamo ve', nao acontece realmente nada muito forte, por causa da censura 13 anos. difere basicamente por os jovens se orgulharem de ir para a batalha da qual só restará um (em br, as vitimas sao deliquentes que vao se matar numa ilha como castigo), e tbm lembra outro filme muito bom sobre o assunto, o pre-reality the runnig man/o sobrevivente, baseado em stephen king e com schwarzza, nessa parte de ser um show televisionado. E a trilha é boa. Mas, no fundo, é romance para meninas. Garotos querem ver sangue e cabeças rolando (rs)
Tuesday, March 13, 2012
ACREDITE, SE QUISER!

Uma das maiores questoes/problemas do americano é ser popular quando no colegio/faculdade (as outras, alem de ganhar dinheiro ou nao ser um loser, é fazer sexo sem culpa). e dois bons faux reality tratam do assunto sob dois angulos completamente diferentes: chronicle/poder sem limites (em cartaz), e project x/uma festa fora de controle (a partir de 16 de março). E os lucros foram (e ainda estao sendo) bnons para seus produtores, ja que o orçamento de ambos ficou na casa dos US$ 20 milhões, e cada um ja faturou mais do que o dobro disso so nos estados unidos em poucas semanas, mostrando a industria como é que se faz.
Em chronicle, um dos melhores filmes sobre garotos comuns que adquirem super poderes, o mote sao tres rapazes marginalizados no colegio (um deles mais do que os outros), que apos incidente sem explicação, passam a desenvolver grandes poderes telecineticos. Mas, diferentemente de peter parker, que aprendeu com seu poder aranha que grandes poderes exigem grandes responsabilidades, estes garotos de hoje reagem como regiriam adolescentes normais: saem detonando e brincando com tudo e todos por conta do poder de mexer coisas do lugar (desde levantar saiais de garoats ate mudar carros de lugar em estacionamentos). O que pode trazer graves consequencias. é o melhor filme do genero desde Cloverfield -- eu excluo todos os da serie picareta atividade paranormal -- e um dos mais inventivos e bem realizados roteiros de cineasta estreante, provando que, com pouco, pode se fazer um filme mais eficiente do que certas produções multimilionárias.

ja project x mostra o plano de outros tres garotos para se tornarem populares na escola: fazer uma grande festa na casa de um deles num final de semana sem os pais. Acontece que a tal festa cai no boca a boca e nas midias sociais (dedo a dedo?) e, das esperadas 50 pessoas, eles recebem uma multidao e a festa vai, aos poucos, saindo totalmente do controle. O filme é quase uma versão jackass do genero, e com o detalhe de que as multiplas cenas vistas foram filmadas a partir de todo tipo de aparelho portatil que os extras usaram, que, junto com o material das cameras principais, da uma boa dinamica ao todo. Alem disso, como é um filme R (improprio para menores), ele vai alem do filme teen basico, com muitas cenas ultrajantes e linguajar que pode chocar os mais carolas (com acrescimo de uma legendagem em portugues que pegou bem o espirito da coisa). Uma coisa é certa: sera praticamente impossivel nao rir de nenhuma cena, ja que o filme é carregado de tipos e momentos impagaveis, alem de contar com uma trilha esperta que tem de 2live crew (o crassico do funk putaria 'we want some pussy!') a bonde do role, yyys e lcd soundsystem. Pense no clipe de 'fight for your right to party', dos beastie boys, e multiplique por mil. É mais ou menos o que te espera na sala escura.
O PRIMEIRO QUE CHEGOU POR ÚLTIMO
Escrito por edgar rice burroughs (tarzan) ha 100 anos, primeiro em capitulos, sob a forma de pulp, depois num volume completo, batizado como 'A princesa de marte', finalmente chegou as telas com o nome de John carter -- que mistura elementos de tres livros da saga marciana de Burroughs --, a adaptação desta obra pioneira. Ela inspirou desde o Superman dos primeiros tempos (que mais pulava do que voava por ser um alienigena num planeta com gravidade diferente a da terra), até obras mais completas como Duna, e também filmes como os da saga Star wars (muita coisa, cenicamente) e o mais recente Avatar. Por isso, a sensação de completo deja vu quando se assiste logo se instala, principalmente para os mais novos. E nem é um filme ruim. Longe disso. O diretor andrew stanton (roteirista dos tres toy story e diretor de wall-e, em sua primeira experiencia live action) fez de coração, e a gente nota na tela o capricho e a grana que foi gasta, cerca de us$ 300 milhoes+, incluindo verbas de publicidade. Só que é muita grana para um filme que, hoje em dia, nao acrescenta mais nada (até o 3D é comum), e que tem cara daquelas aventuras da sessao da tarde, com monstros animados por ray harryhausen, até mais animados e dinamicos. Foi boa a opção por atores pouco conhecidos para os papeis principais (o heroi e a mocinha vieram de x-mens origins: wolverine). Mas, no fim das contas, será dificil recuperar o preju, mesmo que ele venha a ser descoberto e vire cult em dvd e blu-ray, com seu estilo visual que remete as pinturas de frank frazetta na revista heavy metal. Contudo, John carter é mais satisfatório do que coisas recentes como Motoqueiro fantasma 2 e imortais, por exemplo, que sao apenas exercicios vazios e sem motivação.
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FEVER-REIRO FERVE:
CASAS & SHOWS: Circo Voador 15 - Baile do Almeidinha - Hamilton de Holanda - Participação: Nina Miranda, Batuquebato, Afrodite, DJ Eppinghaus 16 - Heavy Baile / ÀTTØØXXÁ (BA) 17 – Anavitória: Baile de Carnaval 23 - Otto / Anelis Assumpção 24 - Orquestra Voadora: 10 Anos 16/03 Rael 23/03 Lô Borges
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Vivo Rio 23 – Orishas (CUBA) / Oriente 24 - Fábio Jr 25 - Orquestra Petrobras Sinfônica: Thriller Sinfônico - Homenagem a Michael Jackson Teatro Rival 16 e 17 - Isabella Taviani Canta Tom Jobim
Audio Rebel 14 – Karam 16 – Filipe Alvim / Ventilador de Teto 15 – Olympyc 18 - Tango Jazz (Márcio Sanches, Facundo Estefanell, Fernando Trocado, Alexandre Carvalho, Roberto Rutigliano) 20 - Camila Costa - Participação: Lucina & Nilze Carvalho 22 – Nina Miranda 25 - Big Trep / Digga Digga Duo 28 - Victor Ribeiro Trio - Participação: Beto Lemos
Beco das Garrafas 16 - Bottle´s Bar: Elem Nara 17 - Bottle´s Bar: Adriana 19 - Little Club: Os Ensopados 21 - Bottle´s Bar: Ivo Vargas Sala Baden Powell (Copacabana) 15 - Santiago'S (Paulo Camilo, Carlos Moura, Alcir Alves, Almir e Aldair Santiago) 16 - Fátima Guedes & Jean Charnaux 17 - Osmar Milito & Indiana Nomma 18 – Márcio Gomes 20 – Angela Maria 21 – Forró do Kiko 24 - Patricia Bastos & David Assayag & Silvan Galvão: Três Amazônias 25 - Marcos Ariel - Participação: Bebê Kramer 27 - Isaac Chueke & Só Broder Band
Casa de Cultura Laura Alvim 18 - Elisa Addor 25 - Roberta Espinosa 27 - Sylvio Fraga Teatro Ipanema 23 - Nino Grandi: Homenagem a George Harrison
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Teatro Bradesco 16 - Titãs: Uma Noite No Teatro 23 - RuPaul´s Drag Race World Tour
Imperator 18 - Roda de Choro: Trio Rasteirinho 20 - Jazz Pras Sete: Marcos Nimrichter Trio 21 - Angela Maria 22 - Rio Novo Rock: Circus / Maieuttica / DJ Suirá 24 - Forró Lánalaje: Maurício Praxaxar / DJ Edna Carvalho 28 - Golden Boys Centro da Música Carioca (Tijuca) 15 - Quintas Instrumentais: Vitor Karyello 16 - Marcos Sacramento & Luiz Flavio Alcofra: Homenagem a Aracy de Almeida 17 - Ana Costa & Marquinho China 21 - Marcello Furtado 22 - Quintas Instrumentais: Zé Carlos 23 - Toque de Linha 24 - Ordinarius 28 - Antonio Sciamarelli
Maracanã 22 - The Pretenders / Phil Collins 25 - Ego Kill Talent / Queens Of The Stone Age / Foo Fighters
Casa do Choro (Centro) 22 e 23 - Quarteto em Cy 28 - Alexandre Caldi & Itamar Assiere: "Afro-sambas" de Baden Powell & Vinicius de Moraes
Teatro da UFF 21 - Tio Samba 23 e 24 - Casuarina CCBB 16 – Festa MOO de Carnaval: Conexões Africanas 24 - Madrugada no Centro: Festa Makula / Afrobapho / Tambores de Olokun - Participação: Sagrace Menga / Lucy Alves - Participação: Tássia Reis
Prado.Co (Jockey Club) Parque Garota de Ipanema (Arpoador) 16 - DJ Rajão / Sambanosso 17 - DJ MAM / Bondesom 18 - DJ Jada / Guga Pellicciotti Trio
MIXXX: 12 - Baile dos Sonhos: Stevie B / Trinere / MC Bob Rum / DJ Marlboro – Clube Monte Líbano 14 - Carnaval no Inferno: Catiço / Hollywood / Lagarto Rei / Pedro Santos / Zero Dollar – Rua Campos da Paz / Rio Comprido 16 - Bloco Pra Iaiá – Cordão da Bola Preta / Lapa 17 - Festival In Blast We Beat 2: Besta (POR) / Desalmado (SP) / Homúnculo / Deus Castiga / Bodhum – Palco 145/ Lapa 17 - Rock no Parque: T-Remotto / Lêmures Voadores / DWO – Arena Dicró / Penha 17 - Baque de Samba – Pedra do Sal / Saúde 17 - Baile da Sebastiana: Simpatia é Quase Amor / Céu na Terra / Cordão da Bola Preta – Clube do Fluminense 18 - Festival Brutal Folia: Gutalax (CZE) / SFC (PER) / Mata Borrão (BH) / Agorhy / Furúnculo Anal – Lira de Ouro / Duque de Caxias 18 - CarnaHell Metal Party: Cervical / Wartank / EVL – Galpão 666 / Ilha do Governador 18 - O Plano / Cândido / Banheiro Azul / Indivíduo K – Pub 16 Bits / Recreio dos Bandeirantes 24 - Fear of the Future (SP) / Pacto Social / Pós Sismo / Total Silence / Acid Drop – Estúdio Fórum / Botafogo 25 - Punk Noise Fest: Fear Of The Future (SP) / Inércia / Ódio Ungido / Total Silence / Sub-Atitude – Rock´n´Beer Pub / São Gonçalo 25 - GrajaRock: Pilfer / Triunfe – Vila Musical / Grajaú
acossado: ACOSSADO – UM FILME DE JEAN-LUC GODARD O (re)lançamento comercial do filme será no dia 08 de Fevereiro. copias digitais remaster. (RJ-SP-DF)
Bienal de Arte Digital, no Oi Futuro, a partir do dia 5 de fevereiro (noite de abertura).
Banda A Grande Trepada (Bigtrep) registra show em documentário na Audio Rebel Filme marcará os 30 anos do grupo carioca. A abertura é do Digga Digga Duo A Audio Rebel apresenta nomes da cena alternativa no Rio de Janeiro. Em 25 de fevereiro (domingo), às 20h, é a vez do quarteto A Grande Trepada (Bigtrep) subir ao palco em uma ocasião especial. Os cariocas fazem registro do concerto para o documentário “30 anos de Anonimato: A História da Grande Trepada”. A dupla Digga Digga Duo também toca na noite. Os ingressos custam 20 reais e a classificação etária é de 16 anos. Formada no Rio de Janeiro no final de 1986 pelos primos Maurício e Eduardo Garcia, A Grande Trepada (também conhecida pelo apelido Bigtrep) circula desde então pela cena da música underground do Brasil. Leandro Guimarães (Os Carburadores) e Robson Riva (BNegão e Seletores de Frequência) completam a formação atual.
MOSTRA EM HOMENAGEM AO MAESTRO ENNIO MORRICONE CONTINUA EM SÃO PAULO - DICA DE PROGRAMAÇÃO ALTERNATIVA PARA O CARNAVAL Até o dia 19/02, o Centro Cultural Banco do Brasil exibe 22 longas de gêneros, países e diretores diferentes que tiveram trilha sonora do maestro italiano PROG IN BRASIL: Carl Palmer, Premiata Forneria Marconi, estarão no Brasil em 2018, se apresentando nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, como parte da Top Cat Concert Series 2018. Os italianos do Premiata Forneria Marconi CHEGAM EM ABRIL. O grupo de rock progressivo, formado em 1971, vem lançar seu novo álbum 'Emotional tattoos', e também vai tocar seus clássicos. Maio vai trazer o baterista do Emerson, Lake & Palmer e também do Asia, Carl Palmer, com seu tributo ao ELP.Show promete surpresas com algumas participações especiais de peso.
RU PAUL´S DRAG RACE TOUR: Em 2018, as drag queens de RuPaul's Drag Race vão levar a turnê oficial do reality-show, WERQ THE WORLD TOUR, para a terra do “Come to Brazil”! Michelle Visage vai comandar a apresentação no Brasil e todos os shows contarão com performances ao vivo de algumas das drag queens mais inesquecíveis de RuPaul's Drag Race, entre elas, as recém-divulgadas participantes da terceira temporada de All Stars, Shangela e Kennedy Davenport. Outras fan favorites devem marcar presença, como Detox, Kim Chi, Violet Chachki, Valentina e Peppermint. Ainda haverá um pré-show com DJ set e performance de Lady Bunny, a drag queen que é uma lenda da cena noturna de Nova York. 23/FEV TEATRO BRADESCO/RJ
(colaborou @DonnieDarko73);
CASAS & SHOWS: Circo Voador 15 - Baile do Almeidinha - Hamilton de Holanda - Participação: Nina Miranda, Batuquebato, Afrodite, DJ Eppinghaus 16 - Heavy Baile / ÀTTØØXXÁ (BA) 17 – Anavitória: Baile de Carnaval 23 - Otto / Anelis Assumpção 24 - Orquestra Voadora: 10 Anos 16/03 Rael 23/03 Lô Borges
Teatro Odisseia 13 – Bloco Brasília Amarela 25 – Krisiun La Esquina 15 - The Flying Eyes (EUA) 25 - Boom Boom Kid (ARG) / Zander / Questions (SP) / N.D.R.
Vivo Rio 23 – Orishas (CUBA) / Oriente 24 - Fábio Jr 25 - Orquestra Petrobras Sinfônica: Thriller Sinfônico - Homenagem a Michael Jackson Teatro Rival 16 e 17 - Isabella Taviani Canta Tom Jobim
Audio Rebel 14 – Karam 16 – Filipe Alvim / Ventilador de Teto 15 – Olympyc 18 - Tango Jazz (Márcio Sanches, Facundo Estefanell, Fernando Trocado, Alexandre Carvalho, Roberto Rutigliano) 20 - Camila Costa - Participação: Lucina & Nilze Carvalho 22 – Nina Miranda 25 - Big Trep / Digga Digga Duo 28 - Victor Ribeiro Trio - Participação: Beto Lemos
Beco das Garrafas 16 - Bottle´s Bar: Elem Nara 17 - Bottle´s Bar: Adriana 19 - Little Club: Os Ensopados 21 - Bottle´s Bar: Ivo Vargas Sala Baden Powell (Copacabana) 15 - Santiago'S (Paulo Camilo, Carlos Moura, Alcir Alves, Almir e Aldair Santiago) 16 - Fátima Guedes & Jean Charnaux 17 - Osmar Milito & Indiana Nomma 18 – Márcio Gomes 20 – Angela Maria 21 – Forró do Kiko 24 - Patricia Bastos & David Assayag & Silvan Galvão: Três Amazônias 25 - Marcos Ariel - Participação: Bebê Kramer 27 - Isaac Chueke & Só Broder Band
Casa de Cultura Laura Alvim 18 - Elisa Addor 25 - Roberta Espinosa 27 - Sylvio Fraga Teatro Ipanema 23 - Nino Grandi: Homenagem a George Harrison
Teatro Café Pequeno 20 - Fernanda Jobim 22 - Maria Marcella Blue Note (Lagoa) 12 e 13 – 20h: Leo Gandelman 12 e 13 – 22h30: Big Gilson 14 - Alma Thomas & Indiana Nomma: Dolls and Dames 15 - Liz Rosa 16 - Fernando Anitelli: Voz & Violão 17 - Leo Jaime 22 - Banda Black Rio 27 - Moyseis Marques Canta Chico Buarque
Teatro Bradesco 16 - Titãs: Uma Noite No Teatro 23 - RuPaul´s Drag Race World Tour
Imperator 18 - Roda de Choro: Trio Rasteirinho 20 - Jazz Pras Sete: Marcos Nimrichter Trio 21 - Angela Maria 22 - Rio Novo Rock: Circus / Maieuttica / DJ Suirá 24 - Forró Lánalaje: Maurício Praxaxar / DJ Edna Carvalho 28 - Golden Boys Centro da Música Carioca (Tijuca) 15 - Quintas Instrumentais: Vitor Karyello 16 - Marcos Sacramento & Luiz Flavio Alcofra: Homenagem a Aracy de Almeida 17 - Ana Costa & Marquinho China 21 - Marcello Furtado 22 - Quintas Instrumentais: Zé Carlos 23 - Toque de Linha 24 - Ordinarius 28 - Antonio Sciamarelli
Maracanã 22 - The Pretenders / Phil Collins 25 - Ego Kill Talent / Queens Of The Stone Age / Foo Fighters
Casa do Choro (Centro) 22 e 23 - Quarteto em Cy 28 - Alexandre Caldi & Itamar Assiere: "Afro-sambas" de Baden Powell & Vinicius de Moraes
Teatro da UFF 21 - Tio Samba 23 e 24 - Casuarina CCBB 16 – Festa MOO de Carnaval: Conexões Africanas 24 - Madrugada no Centro: Festa Makula / Afrobapho / Tambores de Olokun - Participação: Sagrace Menga / Lucy Alves - Participação: Tássia Reis
Prado.Co (Jockey Club) Parque Garota de Ipanema (Arpoador) 16 - DJ Rajão / Sambanosso 17 - DJ MAM / Bondesom 18 - DJ Jada / Guga Pellicciotti Trio
MIXXX: 12 - Baile dos Sonhos: Stevie B / Trinere / MC Bob Rum / DJ Marlboro – Clube Monte Líbano 14 - Carnaval no Inferno: Catiço / Hollywood / Lagarto Rei / Pedro Santos / Zero Dollar – Rua Campos da Paz / Rio Comprido 16 - Bloco Pra Iaiá – Cordão da Bola Preta / Lapa 17 - Festival In Blast We Beat 2: Besta (POR) / Desalmado (SP) / Homúnculo / Deus Castiga / Bodhum – Palco 145/ Lapa 17 - Rock no Parque: T-Remotto / Lêmures Voadores / DWO – Arena Dicró / Penha 17 - Baque de Samba – Pedra do Sal / Saúde 17 - Baile da Sebastiana: Simpatia é Quase Amor / Céu na Terra / Cordão da Bola Preta – Clube do Fluminense 18 - Festival Brutal Folia: Gutalax (CZE) / SFC (PER) / Mata Borrão (BH) / Agorhy / Furúnculo Anal – Lira de Ouro / Duque de Caxias 18 - CarnaHell Metal Party: Cervical / Wartank / EVL – Galpão 666 / Ilha do Governador 18 - O Plano / Cândido / Banheiro Azul / Indivíduo K – Pub 16 Bits / Recreio dos Bandeirantes 24 - Fear of the Future (SP) / Pacto Social / Pós Sismo / Total Silence / Acid Drop – Estúdio Fórum / Botafogo 25 - Punk Noise Fest: Fear Of The Future (SP) / Inércia / Ódio Ungido / Total Silence / Sub-Atitude – Rock´n´Beer Pub / São Gonçalo 25 - GrajaRock: Pilfer / Triunfe – Vila Musical / Grajaú
acossado: ACOSSADO – UM FILME DE JEAN-LUC GODARD O (re)lançamento comercial do filme será no dia 08 de Fevereiro. copias digitais remaster. (RJ-SP-DF)
Bienal de Arte Digital, no Oi Futuro, a partir do dia 5 de fevereiro (noite de abertura).
Banda A Grande Trepada (Bigtrep) registra show em documentário na Audio Rebel Filme marcará os 30 anos do grupo carioca. A abertura é do Digga Digga Duo A Audio Rebel apresenta nomes da cena alternativa no Rio de Janeiro. Em 25 de fevereiro (domingo), às 20h, é a vez do quarteto A Grande Trepada (Bigtrep) subir ao palco em uma ocasião especial. Os cariocas fazem registro do concerto para o documentário “30 anos de Anonimato: A História da Grande Trepada”. A dupla Digga Digga Duo também toca na noite. Os ingressos custam 20 reais e a classificação etária é de 16 anos. Formada no Rio de Janeiro no final de 1986 pelos primos Maurício e Eduardo Garcia, A Grande Trepada (também conhecida pelo apelido Bigtrep) circula desde então pela cena da música underground do Brasil. Leandro Guimarães (Os Carburadores) e Robson Riva (BNegão e Seletores de Frequência) completam a formação atual.
MOSTRA EM HOMENAGEM AO MAESTRO ENNIO MORRICONE CONTINUA EM SÃO PAULO - DICA DE PROGRAMAÇÃO ALTERNATIVA PARA O CARNAVAL Até o dia 19/02, o Centro Cultural Banco do Brasil exibe 22 longas de gêneros, países e diretores diferentes que tiveram trilha sonora do maestro italiano PROG IN BRASIL: Carl Palmer, Premiata Forneria Marconi, estarão no Brasil em 2018, se apresentando nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, como parte da Top Cat Concert Series 2018. Os italianos do Premiata Forneria Marconi CHEGAM EM ABRIL. O grupo de rock progressivo, formado em 1971, vem lançar seu novo álbum 'Emotional tattoos', e também vai tocar seus clássicos. Maio vai trazer o baterista do Emerson, Lake & Palmer e também do Asia, Carl Palmer, com seu tributo ao ELP.Show promete surpresas com algumas participações especiais de peso.
RU PAUL´S DRAG RACE TOUR: Em 2018, as drag queens de RuPaul's Drag Race vão levar a turnê oficial do reality-show, WERQ THE WORLD TOUR, para a terra do “Come to Brazil”! Michelle Visage vai comandar a apresentação no Brasil e todos os shows contarão com performances ao vivo de algumas das drag queens mais inesquecíveis de RuPaul's Drag Race, entre elas, as recém-divulgadas participantes da terceira temporada de All Stars, Shangela e Kennedy Davenport. Outras fan favorites devem marcar presença, como Detox, Kim Chi, Violet Chachki, Valentina e Peppermint. Ainda haverá um pré-show com DJ set e performance de Lady Bunny, a drag queen que é uma lenda da cena noturna de Nova York. 23/FEV TEATRO BRADESCO/RJ
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