NA COVA DO LEÃO

Wednesday, April 18, 2012

JOSS WHEDON, I LOVE YOU!



Quando, no final dos anos 90, comecei a ver a série 'Buffy, a caça-vampiros', baseada num filme mal sucedido (com kristy swanson, donald sutherland, rutger hauer, pee wee herman e luke perry), era tipo um prazer culpado. Qndo vc dizia pra alguem que assistia a tal serie, era olhado errado ou sacaneado. As pessoas, em geral (e antes de a serie virar cult), tinham preconceito para ver e perceber a qualidade dos roteiros, do elenco, dos personagens, dos temas, da primeira grande reinvenção do mito dos vampiros, bem antes dessa moda twilight e derivados -- tbm foi a primeira serie de tv com um casal gay/lésbico, antes do 'escandalo' do outing da ellen degeneres. alem do mais, a buffy delineada por joss whedon (com sensacional interpretação de sarah michelle gellar, que foi revelada ali) tinha todas as caracteristicas de uma heroina de hqs. Seus amigos, chamados de scooby gang, xander e willow, eram o máximo. seu mentor, o ingles gilles, perfeito. a bad girl, faith, um sonho. e o amor proibido de buffy, o vampiro galã angel (que depois até ganhou serie propria), dava o toque final.


Com a fama posterior de Buffy (que, depois da tv, prosseguiu como serie em quadrinhos), Whedon entrou na roda e passou a ser nome citado em todos os grandes projetos de cinema ou tv, como jj abrams é hj (ja esteve cotado para dirigir spider-man antes de sam raimi, p ex). mas, infelizemente, ele nao teve sucesso com seu caro western sci-fi, firefly, nem com dollhouse, serie que mereceria a tv fechada para ir mais fundo no tema, e acabou escrevendo roteiros para hqs enquanto sua vez nao chegava. e, um dia, ela chegou. com o anuncio de que ele seria o diretor de avengers/os vingadores, todos os fas poderiam suspirar tranquilos. ele nao ia fazer merda. e nao fez. Não apenas fez um dos melhores filmes de super herois de todos os tempos, como tbm o melhor da marvel até hj. além disso, the avengers é um fabuloso filme de guerra, indo além do blockbuster cheio de efeitos de sempre. há uma diferença abismal entre qualquer transformers da vida e este genial filme que reune alguns dos maiores herois das hqs de todos os tempos, como hulk, thor, capitão américa e homem de ferro. Todos, com suas personalidades e caracteristicas bem delineadas, e ninguém é principal/secundário.


Na bem armada trama, que ja vai direto ao assunto -- pois os filmes solo de cada heroi ja contaram o que era preciso contar --, a grande sacada é o inicio da relação entre cada um deles, porque, ate ali, nenhum era amigo do outro. thor é arrogante, porque um deus; tony stark/iron man, é sacana, pq um genio; capitao américa, um ingenuo patriota perdido no tempo; e hulk, o cara do pavio curto. ainda há natasha/viúva negra e clint barton/gavião arqueiro -- com seus passados obscuros --, além do chefe da s.h.i.e.l.d., nick fury (na tela, negro, o que nunca foi nos gibis, mas sam jackson soube lhe dar o toque certo). Contudo, junta-los nao é garantia de nada. é preciso um objetivo comum. quem traz isso é loki, o irmao maligno de thor, que almeja conquistar nosso planeta, com o auxilio de um exercito de monstros de outra dimensão. E tudo isso dá certo, com um filme que realiza o sonho de cada um de nós, que começou a ler os gibis da marvel quando moleque, e nunca pensou que, um dia, poderia ver isso de tal forma, no cinema, exatamente do jeito como jack kirby desenhou e stan lee imaginou. Quando acontece a primeira grande cena dos vingadores, juntos, pela primeira vez!, e botando pra foder nas ruas de nova york, as lagrimas escorrem dos olhos. É a prova de mais um trunfo da magia do cinema. e a gente pensa ou diz no escurinho: joss whedon, eu te amo!

Sunday, April 15, 2012

DIGITAL: NA TELA, FICA BEM MELHOR DO QUE NA GRAVAÇÃO

Uma das coisas sobre as quais mais se falou desde o advento do CD foi sobre a queda da qualidade de som devido a compressão do áudio quando ele se torna digital. O assunto ficou mais forte com a chegada do mp3 e a compressão ainda maior, que tornou a musica que se ouve hj em tocadores portateis um lixo (pra quem tem a referencia anterior). No meu caso, eu acho o som do vinil melhor, sim, do que o do CD (meu ouvido é quem diz na hora em que ouço um e outro), sobretudo nos graves e volume (o CD distorce apos certa altura). Nao compro musica online e, entre mp3 e cd (se nao tiver vinil), prefiro o CD áudio, que pelo menos usa uma compressão menor, ainda que hj exista o flac. Vi um pgm chamado 'on track', no qual levam uma banda atual pra gravar faixas em vinil (no que vi, eram os Foals), e o veredito da banda foi: o som do vinil ficou bem mais proximo do real, ja que nao se perde nada como acontece na conversão para o digital. fato.


Mas o assunto aqui será imagem. Agora é a vez do cinema. Em menos de dois anos, nao serao mais feitos filmes em pelicula (sua produção já esta sendo encerrada) e os projetores analogos nos eua, p ex, serao todos trocados por digitais, de 4k (como o da sony, na foto), que são equivalentes a alta definição para a tv, só que 4 vzs mais -- e o resto do mundo vai acompanhar, se nao, nao terá como exibir os filmes. Pessoalmente, nao acho que o filme digital seja pior do que a película (fora na hora da fotografia). Nao vejo a a distorção/diferença gritante que rola entre o som do vinil, cd e mp3, p ex. Claro que certas nuances da fotografia (como a granulagem) serao comprometidas, pois certos filmes realçavam mais esse lado em pelicula, ja que o digital é sempre limpinho. Mas, o filme digital é extremamente limpido, claro, sem arranhoes. Nao existirá mais aquele problema de iluminação, que torna certos filmes mais escuros, ou de pulos de cenas, p ex. teremos sempre projeções muito boas, estáveis, no geral, aliado a um som igualmente bom. O operador tem apenas de seguir os parametros.

Essa alta definição, ja presente nos blu-rays (que, no entanto, não são ainda 2 ou 4k, embora ja existam monitores assim no japão, que fazem upscaling), nos fará ver filmes como eles foram feitos originalmente. Tem gente que acha que nao rola de ver filme antigo e em p-b em blu-ray, pq estes nao sao digitais, feitos hj. Ledo engano. O bd proporciona que a gente veja aquele filme antigo em pb no esplendor original de sua fotografia e resolução, ja que as telas e projetores nunca estiveram no mesmo patamar para exibi-los como deveriam, enqto que a película, sim. E, claro, um filme rodado hj, em cameras 4k (que seria o equivalente ao full hd para o cinema) e projetados assim nas telas, ficarao ainda mais fantasticos. O novo 'Underworld' já e um destes filmes. Pena que, aqui, ele nao teve essa projeçao (bom, temos uma sala imax e outra 4k no uci, lá já vai dar pra sentir a diferença, como deu em 'Cowboys & aliens'). Ja o 3D hi-def se destaca dos demais em qualidade, mesmo que exibido num cinema 'comum', pq tem mais brilho e ajuda nos filmes mais escuros.

Mais uns 10, 12 anos e o cinema como conhecemos hj, será/estará totalmente diferente... (@tomleao)
Saturday, April 07, 2012

CADAVERES DO GRUNGE

Com as mortes de Kurt Cobain e Layne Staley no calendário do mês, lembrei dos breves contatos que tive com ambos. Primeiro com Cobain: estava num plantão, junto com eva joory, e nossa missão era emboscar alguem do nirvana nos corredores do hotel intercontinental, em sao conrado (onde kurt e courtney ja tinham armado barracos homericos no finde). Eu e eva circulamos pelo hall, fomos ate ao bar (infiltrados, claro) e, numa dessas, passa Cobain, alucinado, gritando, nao dizendo coisa com coisa. Usava aquela roupa meio pijama com que aparece em algumas fotos. Curioso como me lembrou renato russo, alguns anos antes, em igual estado, pelos corredores de um hotel em brasilia. Eram almas gemeas, no sentido de serem idolos pop que se auto-imolaram publicamente, em nome da fama. Nesta noite, nao teve jogo com Cobain. Na tarde seguinte, ele foi gentil com a galera do pgm College Radio. E só (bom, amigo meu, roberto berliner, pegou o braço da guitarra que ele quebrou no show). Eu e Eva acabamos no quarto do baixista krist novoselic, falando de politica local e mundial, com a imensidao da rocinha emoldurando a janela do quarto, servindo como contra-ponto.



Em outro hotel, o ex-rio palace, no posto seis (copa), buscava falar com alguem de outro hollywood rock. dando incertas pelo lobby (no qual, certa vez, shaun ryder me ofereceu tabletes de ecstasy), de repente, surge Layne, com um skate de street nas mãos e doido para saber onde podia usa-lo. me aproximei e dei a dica do bowl (mal feito) do arpoador, ali do lado. Em ultimo caso, dava para brincar um pouco no redondo da praça, com aquele visual ao fundo. Ele topou, e levei-o até lá. Mas, para nao perder a confiança do cara, nao atuei como jornalista, e sim como skatista. Layne era bem discreto, falava baixo e pouco, e nao aparentava estar constantemente chapado, como kurt. nesta tarde, definitivamente, nao estava. Entao, falamos apenas de skate, contei pra ele um pouco da cena local (ainda nao tinhamos bob arrebentando na gringa) e ele disse que sempre andava de skate quando queria dar um tempo. Nao parecia aquele cara sombrio e angustiado das letras do aic. O que me passou, é que ele era um cara muito fragilizado, que exorcizava seus demos via música. adorei o show da banda, e ouvi muitas vzs, após sua morte, Layne e a questão final da letra de 'would?'


Monday, April 02, 2012

CLAVES PRETAS


Ha duas semanas, rolou de falar com o Dan Auerbach (o de barba na foto acima), vocalista e guitarrista da dupla americana Black Keys (a outra metade é o baterista/produtor Patrick Carney), e eu não perdi a chance. Ele falou pouco, pq era a morning after de um show, tava cansadão e com a voz detonada, mas contente. 'Tocamos em Chicago a noite passada, e foi muito legal, porque o Michael Jordan tava lá assistindo', fez questão de frisar.

 O papo que está no ar é que o Black Keys seria o 'Arcade Fire' da vez. Ou seja, uma banda indie que vai ser grande este ano, já figurando nas capas de revistas mainstream, tipo a 'Rolling Stone' e talz. Procede?
Dan = Não sei... só se for pq somos indie e estamos nas capas de revistas agora. Pode ser... mas somos bem diferentes, musicalmente...

Eles tinham tocado no imenso Madison Square Garden (nyc) ha poucas semanas, e já se preparavam para uma nova data no local. E ai, assustou?
 Dan = Tocamos lá na semana passada, e vamos tocar de novo em breve; é meio assustador, sim, pq é muito grande. Mas lotou. Acho que isso nos ajudou a aquecer para os shows nos festivais de verão na Europa, que serão muitos, alguns em lugares grandes -- lembrou, mas esquecendo de citar o americano  Coachella, no qual tocaram no dia 13 de abril.

O novo disco do BK, 'EL CAMINO' (lançado aqui via Warner), já é o sétimo deles. Tem gente que só ouviu falar de Black Keys de uns dois anos pra cá -- em parte pq eles foram ofuscados pelo fato de serem contemporaneos do white stripes e ter uma formação similar e fazer um som meio parecido--. Como ele vê a carreira da banda após sete álbuns, e o reconhecimento mais amplo vindo só agora?
 Dan = Bom, sete é um número especial, mágico, rolou uma progressão natural. Mas, de certa forma, foi algo meio inesperado (só ficar famoso agora), pq nós mesmos, às vzs, achávamos que não chegaríamos lá. Já pensamos até em carreira solo -- revelou.

Os americanos tem uma estreita relação com carros (numa sociedade que os privilegia), e El Camino é um modelo de van. Qual a relação deles com automóveis, e com o El Camino, em especial?
Dan = Nossa relação com carros é forte, e uma banda precisa muito de uma van para começar a fazer turnês. Nós sempre estamos num carro, de certa maneira. Nossa van é nossa casa em grande parte do ano. Nós realmente temos um El Camino, e resolvemos homenageá-lo...

Perguntei, de brincadeira, como não confundir Black Keys com várias outras bandas 'blacks' por aí, como Black Lips, Black Kids, Black Crowes, e até mesmo Black Sabbath (rs)
Dan = (rindo) Bom, pelo menos não temos nada a ver com o Black Eyed Peas (gargalhadas gerais). Das outras citadas, nós gostamos. Acho que ter 'black' no nome soa cool...

 Os Black Keys vem de Ohio, terra da batata, e tbm de Devo e The Pretenders. Ele me disse se chegaram a ter alguma influência destas bandas clássicas dos 80s:
 Dan = Diria que temos algo do Devo, pq gostava deles quando criança. Sei da (carreira da) Chrissie Hynde, a respeitamos. Ohio continua tendo uma cena muito underground, não sai muita coisa de lá, só a cada 20 anos, mais ou menos (rs),,,

No novo disco, eles trabalharam novamente com o dj/produtor Dangermouse, a metade da dupla Gnarls Barkley, que esteve com eles em 'attack & release' (2008)
 Dan = Ele é um cara muito bacana, já virou um irmão da gente. Por isso o chamamos de volta. Ele realmente entende do que faz...

No final do papo, Dan deixou escapar, sem dar detalhes, que já estão se movendo para vir tocar na América do Sul muito em breve:
 Dan = Já estamos nos mexendo para fazer isso (tocar no Brasil e arredores) e já recebemos ofertas, mas não podemos falar nada ainda...

 
Saturday, March 31, 2012

MINHA NOITE COM JELLO BIAFRA




A primeira vez em que jello biafra, dos dead kennedys -- que passou esta semana pela segunda vez no rio com sua nova banda --, veio ao brasil, nao foi para um show, mas para protestar. ele veio especialmente ao rio para acompanhar de perto a comitiva americana na eco-92, no riocentro, e protestar. contudo, ele acabou no meio de um show la no circo voador (nao me lembro de quem agora) e cantou umas duas songs do dk e se jogou na plateia, daquele seu jeito de como quem toma um choque elétrico.

dias depois, na verdade algumas noites depois, ele acabou na casa do renato russo, em ipanema. como juninho sabia q eu era fazao do dk, me deu o toque e eu apareci na area. alguem disse a jello q renato era um nome importante do punk rock e assim o encontro se deu. mas jello nao estava muito a vontade la no ape de rr, pois este estava com dois garotoes na parada e delirando demais (se nao me engano, assistindo a um vhs gringo de juventude transviada). alem de jr e os rapazes, so havia nós dois e o clima ficou meio esquisito (rs). entao, jello me pediu para leva-lo ate o apart em que estava, no leblon (talvez tenha sido hospede no ape de alguem, tbm nao lembro bem), e, como na epoca eu morava na area com ma babe, nos fomos andando pelo calçadao da praia, altas horas, ja que tambem era o meu caminho.

no trajeto, conversamos sobre a cena punk carioca e nacional, expliquei para ele as diferenças que haviam entre a daqui e a de sp, p ex, por onde ele ja tinha passado e comprado uns discos (vinil) na baratos afins -- jello andava com uma vitrolinha portatil para testar os discos que comprava, inclusive um rarisismo do modulo mil, que ele ja veio de san francisco no encalço -- ele ouviu a tudo com bastante curiosidade e, como todo gringo, se espantava com os enormes abismos sociais que existiam -- e ainda existem -- no brasil, sobretudo no rio, onde riqueza e pobreza convivem lado a lado entre as favelas e os bairros ricos da zs. ele nao entendia como os rockers daqui viviam tao bem, quando rock, basicamente, é musica de proleta, principalmente punk rock. ao fim de nossa jornada, me presenteou com uma camiseta que puxou da mochila, com um slogan pro-vinil, que, naquela epoca, meio que entrou em extinção pela acelerada popularização do compact disc.

no fim do papo/caminhada, jello achou curioso eu saber que o seu nome real era eric boucher, num tempo em que nao havia internet/google (mas eu era um garoto aplicado, rs). era um tempo em que nao havia, tambem, celular, e nao se andava com maquinas fotograficas no bolso se nao tivesse um proposito. portanto, nao ha qualquer foto de nosso encontro, nem dele na casa de renato. só nós (e agora, vcs) sabemos disso...
Thursday, March 29, 2012

RÁ-UUUL!!!



Raul Seixas nao foi de minha geração. Qndo o conheci, ele ja estava no fim. Contudo, quando guri, torci por ele, pela figura, num festival da canção, por ter me chamado a atenção com o rock-baião 'let me sing'. Era diferente de tudo o q estava no festival, fora os Mutantes. Só vi Raul de perto duas vzs: a primeira, qndo trabalhei na produção do musical mixto quente, em show na praia do pepino. Raul passou rapido, cambaleante, levado por ajudantes. Ele mal conseguia ficar de pé no palco. Alguns anos antes, havia escalado o morro da urca pra ver um show dele no noites cariocas, mas o lugar tava tao lotado que mal vi/ouvi de longe. a maioria dos meus amigos, que como eu, nao o conheciam, tinha ido lá pra ouvir o censurado 'rock das aranha'.

Conheci raul seixas, verdadeiramente, só agora, com o sensacional documentario de walter carvalho, que me levou as lagrimas no final, 'raul seixas: o inicio, o fim e o meio'. nao só é o melhor doc musical nacional q ja vi, como tbm um dos melhores em qq categoria. carvalho nao so nos revela, detalhadamente, quem foi raul, como nos mostra tudo, com riquezas de detalhes, sem evitar nenhum tema polemico ou usar de chapa branca. O grande legado do doc, a meu ver, é desfazer a imagem de maluco beleza pura e simples, que foi o q ficou de raul para quem nao o conheceu de fato. ele é muito mais do que isso: pioneiro do rock no brasil (em 1957, aos 13 anos, ja tinha uma banda, imitando elvis), pioneiro na fusao de rock com ritmos nordestinos -- para ele, luiz gonzaga e elvis tinham a mesma pegada -- alternativo de fato (nunca esteve ligado a tropicalia ou a mpb) e que usou do sistema para passar sua mensagem (sempre gravou por majors do disco), e o fazia tao bem q nem a censura captava a ironia em suas letras, vide a sensacional 'ouro de tolo', que foi top hit.

O diretor conseguiu fazer paulo coelho falar (e muito bem, inclusive numa cena curiosa, no qual aparece uma mosca na asseptica genebra, na suíça, a quem o mago chama de raul, apropriadamente), mostrou os malucos da gran ordem kavernista (um deles jamais tinha falado/aparecido), nos revela que raulzito teve cinco mulheres -- algumas ao mesmo tempo --, sendo que duas delas, coincidentemente, vivem nos eua e tem filhas que hj sao americanas (e um neto que é a cara dele, ironia, ja q ele nunca teve filho), exceto vivi seixas, q hj é dj e mora no rio; vai do começo inocente, passa pelo meio conturbado e mostra o fim melancolico/decadente, que so nao foi pior pela força q o conterraneo marcelo nova (camisa de venus) lhe deu --alguns acham q foi oportunismo, nao foi --, proporcionando os seus ultimos shows e apresentando-o a uma nova geração de fas. O doc so derrapa por ter deixado a ultima frase para caetano veloso, com quem raulzito nunca teve nenhuma conexão, fora serem baianos. Era muito melhor q este. Fora isso, está tudo la. até o nelsinho motta (rs)

Sunday, March 25, 2012

BATALHA VORAZ



Confesso que, até ver o trailer, ha cerca de um mês, nao tinha a minima ideia do que se tratava 'The hunger games' (uma serie de livros young adult, soube depois). Mas, na hora, vi que era uma especie de versao amaciada do japones batoru roiawaru (battle royale), filme que vi ha uns 12 anos, derivado de um livro e que tbm deu numa série em mangá publicado aqui (incompleto) pela conrad, e que teve continuação no japão. E, depois de ver o filme em questao, nao resta a menor duvida. copia algo, sim.

Hunger games (jogos vorazes) é a melhor estreia de todos os tempos de um filme nao continuação, e a terceira maior, atras apenas de um batman e de outro harry potter. deu u$155mi |($65 so no dia da estreia, mais do que deu o carissimo john carter em duas semanas, p ex). tive de conferir, claro. ate pq, adoro filmes passados em futuros distópicos. e, na primeira hora, hunger games me agradou. é um sci-fi a moda antiga, numa ambientação meio anos 70, que me lembrou tanto logan´s run (a cidade) qnto laranja mecanica (a fotografia e o vestuario). e tbm achei legal o fato de nao apelar para muitos efeitos especiais, e nem ser em 3D. só por isso, já valeu.

Mas, o filme em si é apenas uma versao sem gore e sem punch de battle royale. pq, na hora do 'vamo ve', nao acontece realmente nada muito forte, por causa da censura 13 anos. difere basicamente por os jovens se orgulharem de ir para a batalha da qual só restará um (em br, as vitimas sao deliquentes que vao se matar numa ilha como castigo), e tbm lembra outro filme muito bom sobre o assunto, o pre-reality the runnig man/o sobrevivente, baseado em stephen king e com schwarzza, nessa parte de ser um show televisionado. E a trilha é boa. Mas, no fundo, é romance para meninas. Garotos querem ver sangue e cabeças rolando (rs)

Tuesday, March 13, 2012

ACREDITE, SE QUISER!



Uma das maiores questoes/problemas do americano é ser popular quando no colegio/faculdade (as outras, alem de ganhar dinheiro ou nao ser um loser, é fazer sexo sem culpa). e dois bons faux reality tratam do assunto sob dois angulos completamente diferentes: chronicle/poder sem limites (em cartaz), e project x/uma festa fora de controle (a partir de 16 de março). E os lucros foram (e ainda estao sendo) bnons para seus produtores, ja que o orçamento de ambos ficou na casa dos US$ 20 milhões, e cada um ja faturou mais do que o dobro disso so nos estados unidos em poucas semanas, mostrando a industria como é que se faz.



Em chronicle, um dos melhores filmes sobre garotos comuns que adquirem super poderes, o mote sao tres rapazes marginalizados no colegio (um deles mais do que os outros), que apos incidente sem explicação, passam a desenvolver grandes poderes telecineticos. Mas, diferentemente de peter parker, que aprendeu com seu poder aranha que grandes poderes exigem grandes responsabilidades, estes garotos de hoje reagem como regiriam adolescentes normais: saem detonando e brincando com tudo e todos por conta do poder de mexer coisas do lugar (desde levantar saiais de garoats ate mudar carros de lugar em estacionamentos). O que pode trazer graves consequencias. é o melhor filme do genero desde Cloverfield -- eu excluo todos os da serie picareta atividade paranormal -- e um dos mais inventivos e bem realizados roteiros de cineasta estreante, provando que, com pouco, pode se fazer um filme mais eficiente do que certas produções multimilionárias.




ja project x mostra o plano de outros tres garotos para se tornarem populares na escola: fazer uma grande festa na casa de um deles num final de semana sem os pais. Acontece que a tal festa cai no boca a boca e nas midias sociais (dedo a dedo?) e, das esperadas 50 pessoas, eles recebem uma multidao e a festa vai, aos poucos, saindo totalmente do controle. O filme é quase uma versão jackass do genero, e com o detalhe de que as multiplas cenas vistas foram filmadas a partir de todo tipo de aparelho portatil que os extras usaram, que, junto com o material das cameras principais, da uma boa dinamica ao todo. Alem disso, como é um filme R (improprio para menores), ele vai alem do filme teen basico, com muitas cenas ultrajantes e linguajar que pode chocar os mais carolas (com acrescimo de uma legendagem em portugues que pegou bem o espirito da coisa). Uma coisa é certa: sera praticamente impossivel nao rir de nenhuma cena, ja que o filme é carregado de tipos e momentos impagaveis, alem de contar com uma trilha esperta que tem de 2live crew (o crassico do funk putaria 'we want some pussy!') a bonde do role, yyys e lcd soundsystem. Pense no clipe de 'fight for your right to party', dos beastie boys, e multiplique por mil. É mais ou menos o que te espera na sala escura.

O PRIMEIRO QUE CHEGOU POR ÚLTIMO

Escrito por edgar rice burroughs (tarzan) ha 100 anos, primeiro em capitulos, sob a forma de pulp, depois num volume completo, batizado como 'A princesa de marte', finalmente chegou as telas com o nome de John carter -- que mistura elementos de tres livros da saga marciana de Burroughs --, a adaptação desta obra pioneira. Ela inspirou desde o Superman dos primeiros tempos (que mais pulava do que voava por ser um alienigena num planeta com gravidade diferente a da terra), até obras mais completas como Duna, e também filmes como os da saga Star wars (muita coisa, cenicamente) e o mais recente Avatar. Por isso, a sensação de completo deja vu quando se assiste logo se instala, principalmente para os mais novos. E nem é um filme ruim. Longe disso. O diretor andrew stanton (roteirista dos tres toy story e diretor de wall-e, em sua primeira experiencia live action) fez de coração, e a gente nota na tela o capricho e a grana que foi gasta, cerca de us$ 300 milhoes+, incluindo verbas de publicidade. Só que é muita grana para um filme que, hoje em dia, nao acrescenta mais nada (até o 3D é comum), e que tem cara daquelas aventuras da sessao da tarde, com monstros animados por ray harryhausen, até mais animados e dinamicos. Foi boa a opção por atores pouco conhecidos para os papeis principais (o heroi e a mocinha vieram de x-mens origins: wolverine). Mas, no fim das contas, será dificil recuperar o preju, mesmo que ele venha a ser descoberto e vire cult em dvd e blu-ray, com seu estilo visual que remete as pinturas de frank frazetta na revista heavy metal. Contudo, John carter é mais satisfatório do que coisas recentes como Motoqueiro fantasma 2 e imortais, por exemplo, que sao apenas exercicios vazios e sem motivação.

Tuesday, February 28, 2012

GUIA DO BICICLETEIRO DAS GALÁXIAS


Cada vez mais ciclovias e ciclofaixas são criadas nas grandes cidades. E, claro, com isso aumenta tambem o numero de ciclistas. Acontece que, estes ainda nao levam, a serio a bicicleta como um veículo, e, na maioria das vezes, ignoram as mais simples regras de transito e convivio humano. Como pedalador frequente, vou dar alguns toques aqui. Para bicicleteiros e pedestres.

A primeira regra, e a mais simples de todas: ANDE SEMPRE PELA DIREITA. é incrivel que a mais simples e basica regra para se conduzir qq tipo de veiculo (pelo menos nos paises que nao usam mao inglesa) seja bastante ignorada pelos bikers -- e os que fazem entregas fazem isso até no meio da rua, pegando pedestres desavisados que estao olhando para o lado que vem os carros; é chato q os pedestres nas ciclovias tbm nao fazem a sua parte, ajudando a causar acidentes bizarros. Já escapei de varias colisoes frontais por causa disso. O biker precisa tbm sinalizar de alguma forma (com as maos é rapido), qndo vai parar ou virar para algum lado. Isso é muito importante, sobretudo qndo estamos no meio da rua.

CICLOVIA NAO É VELODROMO: o que mais se ve em faixas compartilhadas, como a estreita pista da lagoa (rj) é gente passando varado com suas bikes como se estivessem num velodromo. Calma lá. Em lugares como estes, alem de ter muita gente andando e correndo, tambem ha crianças e cães q surgem do nada (principalmente proximo as areas de lazer). Entao, aproveite a paisagem e vá mais devagar. Na faixa da praia ainda ha o risco de pessoas q descem da calçada de repente (ja vi um acidente feio por isso) e tem gente que, ate hj, qndo vai atravessar na praia, só olha PARA UM DOS LADOS, ignorando completamente o ciclista na direção oposta. Para tudo isso, a velocidade baixa ajuda a diminuir o estrago do acidente, qndo ele for inevitavel.

RESPEITE O SINAL E TAL: na maioria da ciclovias ha q se usar o bem senso em travessias, mas em dias de sol e praia cheia, é preciso passar com cuidado ou parar nos cruzamentos com sinal, como na ciclovia da orla. Acontece que os raros ciclistas que param (mesmo aqueles todos paramentados nao dao bola), so percebem o sinal vermelho quando esta na direçao dos carros (sentido leblon-arpoador, p ex), mas o que vem na outra mão sequer reduz. Ai, o cara que tenta fazer a coisa certa pode causar dois acidentes sem querer: por parar no sinal (e o que vem atras nao reduzir e bater) ou levar o pedestre a fazer travessia e o biker q vem na mao contraria atropela-lo, pq sequer reduziu. Geral acha q, para bicicletas, certas regras de transito nao valem. Mas valem, sim. É só usar o bom senso e nao dirigir do modo insano, como faz no carro.

É mais ou menos isso. Sou ciclista frequente e tento, na medida do possivel, evitar acidentes e seguir as leis de transito. Acontece que os pedestres e motoristas (e outros ciclistas) nao ligam pra isso. A medida em que for lembrando de mais coisas pertinentes, vou atualizando o post. E conto com a ajuda de vcs, tbm...
Thursday, February 16, 2012

HUGO/MÉLIÈS: A MAGIA DO CINEMA


Lembro muito bem do dia em que vi uma pelicula pela primeira vez. Era festa de aniversario de amigo e estavam exibindo desenhos em super-8. Devia ter uns 7, 8 anos. Fiquei fascinado com aquilo tudo: o filme, o projetor... No desenho, Pateta caia de uma arvore num abismo. Quando acabou, pedi para ver o rolo do filme e, peguei nas maos, a pelicula. E vi a sequencia inanimada que, projetada, dava vida à animação. Foi paixão à primeira vista pelo mundo do cinema, a melhor magica de todas.

Muitos anos depois, estou na sala escura vendo 'Hugo', o mais novo Scorsese, cujo trailer nao havia me animado (veja abaixo e, talvez, sentirás o mesmo). Ele passa a ideia de um filme infantil em 3D, e nada mais que isso. No entanto, o filme é muito mais: é a carta de amor do proprio Scorsese à magia do cinema. Ele usa a história do órfão Hugo (baseada num livro) para contar e resgatar a memória de Georges Méliès, o ilusionista francês que viu no cinema a mágica perfeita, e passou a fazer filmes no final do século 19. E inventou os efeitos especiais e varios truques que usam-se ate hj, de formas mais sofisticadas, mas iguais na finalidade. Méliès é o autor do famoso 'Viagem à lua' (num total de 531 filmes, a maioria deles perdidos, restaram uns 80), que inspirou o novo disco do Air e aquele clipe dos Smashing Pumpkins, 'Tonite, tonite', entre outros.

E o modo como Marty faz sua declaração de amor é lindo. Ele, tao afeito a tipos sinistros e violentos, fez um filme em que usa dos truques atuais do cinema, como o 3D e a animação digital, para esta ode a Méliès (uma poesia em fotogramas), que vai tocar fundo em todos que, como eu, enxergam no cinema muito mais do que diversao corriqueira. Mas a arte de fazer voce sonhar acordado na sala escura e sentir aquela sensação que todo menino tem quando vê um truque de mágica, mesmo sabendo que tudo aquilo não passa de ilusão...


*update: revendo o filme, gostei ainda mais. E ele está repleto de citações: o ator lembra muito o jackie coogan de 'o garoto', de chaplin; a cena em que chloe moretz cai na estação e parece ser pisoteada vem de 'um homem com uma camera', de dziga vertov; hugo pendurado no relogio é obvia homenagem a 'o homem mosca' (safety last), com harold lloyd, e por ai vai. Se vc sacou mais coisas, vá acrescentando aqui no post, pf.
Tuesday, February 07, 2012

SEM ESSA, ARANHA!

Em evento realizado simultaneamente em quatro cidades – Rio de Janeiro, Los Angeles, Nova York e Londres – o elenco e os produtores da aventura cinematográfica “O Espetacular Homem-Aranha" (The Amazing Spider-Man, com estreia mundial prevista para 3 de julho) apresentaram aos fãs oito minutos de cenas inéditas do longa que estreia em julho, na sala 6 do Cinepolis Lagoon. Além disso, eles lançaram o novo trailer em 3D do filme. Se o 3D do filme completo for tao bom qnto o do trailer, vai ser o melhor filme live action a usar a tecnica. O diretor Marc Webb abriu o evento de Los Angeles. Em seguida, entrou o time que estava no Rio: a atriz Emma Stone (Gwen Stacy), muito simpatica num vestido azul; e os produtores Avi Arad e Matt Tolmach. A própria Emma chamou o ator Rhys Ifans, que interpreta o vilão Lagarto. Rhys entrou no ar direto de Londres. O último a entrar no circuito internacional foi o astro do novo longa, Andrew Garfield, q fez as meninas na plateia gritarem, histericas.

Todos responderam a perguntas de fãs. Garfield respondeu por que ele aceitou fazer esse filme:

-- Porque não sou idiota – risos. – Eu, assim como todo mundo aqui nesta sala, quero ser o Homem- Aranha. Ele não pertence a mim. Pertence a todos aqui. garfield disse tbm q, espera um dia q o Aranha seja feito por um ator afro-americano-hispanico, como acontece atualmente nos quadrinhos.

A atriz Emma Stone (que, curiosamente, é ruiva, como Mary Jane, mas fará Gwen Stacy, loura) também falou sobre seu personagem, a primeira namorada de Peter Parker nos quadrinhos. Ao explicar o que via de diferente entre Gwen e Mary Jane, ela criou uma linha direta entre as duas e resumiu:

- A diferença entre as duas é que Gwen é apaixonada por Peter Parker. E acho que Mary Jane é apaixonada pelo Homem-Aranha -- disse, enquanto gente na plateia gritava que queria leva-la para casa (quem não?)

O evento ocorreu ontem com transmissão simultânea para vários países, a partir das 18h, horário de Brasília. A atriz e os produtores também vieram ao Rio para dar algumas entrevistas sobre o longa para a imprensa latino-americana. “O Espetacular Homem-Aranha” estreia em julho de 2012. No final, fas e convidados em geral ganharam uma camiseta da 'turne', com o nome de todas as cidades que participaram da transmissão.

Pelo que deu para ver no material incompleto, mostrado depois do trailer (ainda sem acabamento em algumas cenas), o diretor Marc Webb (notem a ironia do nome), do romance indie '(500) dias com ela', imprimiu um toque mais teen e solar ao filme, com um Peter mais bem humorado e menos dark, aparentemente. Agora é esperar para ver completo.

Crédito da foto: Rogério Resende

Na foto: Emma Stone e os produtores Avi Arad e Matt Tolmach.


Thursday, February 02, 2012

O PAPA DO TRASH EH POP

HAPPY MONGOS


Ficamos felizes quando o agente do Happy Mondays entrou em contato com a gente oferecendo um show pro dia 17 de março. Ainda mais quando vimos que os shows no Brasil seriam os primeiros da reunião da banda. Mas conhecendo o histórico do Shaun Rider, ficamos com um pé atrás. Sequer tínhamos certeza se o publico ainda se ligava em quem era Happy Mondays.

Dai colocamos um post no Facebook dizendo que se tivéssemos um determinado numero de likes até o final do dia, fecharíamos o show. Não demorou nem quinze minutos pra atingir esse numero. Movidos pela empolgação, acertamos um preço, fechamos o show e mandamos a primeira parcela do cachet.

Desde então varias notícias saíram na imprensa especializada internacional falando da reunião da banda, mas nenhuma citava os shows no Brasil. Achamos que esses shows seriam warm ups, aquelas gigs que as bandas que voltam fazem antes de partir pra uma grande turnê, como se fosse o soft oppening de um restaurante. Mas mesmo não constando do calendário oficial, estava tudo certo. Afinal, o contrato estava assinado e a primeira parcela havia sido retirada por eles.

Eis que hoje o agente me manda um e mail dizendo que o empresário havia pedido pra que se re-agendasse esses shows pra junho ou julho, mas que teríamos que pagar mais, já que seria com a formação original. Também aventou a possibilidade de ter um show da tour solo do Shaun Rider mais pro final do ano. Ou do Peter Hook, que é do mesmo agente.

Daí caiu a ficha “Caímos no conto do Shaun Rider!”

Como assim seria mais caro, se só topamos o show do Happy Mondays porque seria com a formação original? Na hora me veio a mente aquela cena do 24 Hour Party People em que ele seqüestra as próprias masters do álbum exigindo do produtor do disco um resgate. I can’t fuck believe it!

Visto de um angulo romântico, seria uma honra tomar uma volta dessa do Shaun Rider, mas já encaramos muito Tim Maia na vida pra engolir essa, ainda mais de um doidão gringo. Sendo assim, nem pensamos em adiar esse show. Pedimos o din din de volta e pronto. Madchester de cu é rola!

Então é isso: lamentamos informar que o show do Happy Mondays não vai acontecer no Circo dia 17 de março. As vendas estão suspensas. Quem comprou terá seu dinheiro de volta. Quem comprou pela ingresso.com terá o valor do ingresso estornado da fatura do cartão de crédito. Os que compraram em dinheiro poderão fazer o reembolso na bilheteria do Circo. Se você é fã, não se preocupe: eles acabarão vindo pro Brasil qualquer hora. E vamos assistir amarradões, da plateia! Mas eu é que não quero batizar mais nenhum cabelo branco de Shaun Rider!

Valeu!

Rolinha

Produtor – Circo Voador


Sunday, January 29, 2012

RUPTURA DISCO-PUNK


O SHOW DO RAPTURE NO CIRCO (27/01/12) NAO FOI DAQUELES QUE CAUSAM COMOÇÃO, MAS FOI MUITO BOM. A PRIMEIRA VEZ QUE VI A BANDA, NUM TIM FEST, EM 2003, NAO CURTI. ACHEI UM SHOW CAOTICO E GRITADO DEMAIS. EU NAO ERA FA DE TUDO NO DISCO 'ECHOES', SO DA FAIXA-TITULO (QUE ME INCOMODAVA UM POUCO, POR SOAR PIL DEMAIS) E MAIS UMAS POUCAS (OLIO, ENTRE ELAS). MAS, COM A CHEGADA DO SEGUNDO ALBUM, 'PIECES OF PEOPLE WE LOVE', UNS TRES ANOS DEPOIS, GOSTEI MAIS. E TOCAVA VARIAS FAIXAS DESSE DISCO EM MINHAS GIGS. NAO PUDE VER O SHOW DESTE DISCO NO PLANETA TERRA DE 2007, MAS PEGUEI UMA GIG DA BANDA NO TRABENDO, NA CITTE DE LA MUSIQUE, EM PARIS, E ADOREI O MIX DO DISCO-PUNK AMERICANO COM O FRENCH TOUCH DADO POR PHILIPPE ZDAR, DO MOTORBASS/CASSIUS, AO SOM DA BANDA, APOS PRODUZIR SEU NOVO TRABALHO, 'IN THE GRACE OF YOUR LOVE', UM DE MEUS DISCOS FAVORITOS DE 2011.
E, AGORA, SEM O LCD NA ESTRADA, SOBROU PRO RAPTURE O TRONO DESTE TIPO DE SOM, JA QUE ELES PAVIMENTARAM ESTE CAMINHO, JUNTOS, NO COMEÇO DA DECADA 00, VIA DFA. E, AGORA, COM UM REPERTORIO JA MAIS DENSO, DEU PRA CRIAR UM SETLIST IGUALMENTE DENSO, QUE RESULTOU NUM SHOW BEM AMARRADO, COM UMA PRIMEIRA HORA PERFEITA E DANÇANTE, E COM OS 15MINS FINAIS DO ENCORE FUNCIONANDO COMO CHILL OUT, COM FAIXAS MAIS CALMAS DO NOVO DISCO E O GRAND FINALE COM 'HOW DEEP IS YOUR LOVE'. A VOZ DE LUKE JENNER JA NAO É MAIS TAO AGUDA (AINDA BEM) E O BAIXISTA ORIGINAL FAZ FALTA, MAS O RAPTURE EM SI NAO FOI ABALADO COM ISSO. E, AINDA É A UNICA BANDA EM QUE UM SAXOFONISTA NAO IRRITA. ASSIM, FECHA-SE MAIS UM CICLO. QUE VENHA O SOM 01.


CLIP DO COVEIRO @SELUSAVA
Friday, January 27, 2012

DON´T THINK, JUST DANCE!


NOS DIAS 3 E 4 DE FEVEREIRO SERA EXIBIDO PELA REDE UCI NO BRASIL O FILME DOS CHEMICAL BROTHERS 'DON´T THINK'. MAS NAO SE TRATA DE UM DOC OU ALGO DO TIPO. É, SIMPLES E DIRETAMENTE, UMA VERSAO FILMADA E EDITADA (SEM CORTES) DE CONCERTO DA DUPLA ED & TOM CHEMICAL NO FESTIVAL FUJI ROCK, NO JAPAO, 2011. ENTÃO, DO COMEÇO AO FIM, É PURO SOM E IMAGEM, SEM FALAS. O CURIOSO É QUE O FILME DOS CHEM BROS TINHA TUDO PARA SER EM 3D (COMO O SHOW DA KYLIE), JA QUE É ALTAMENTE LISERGICO E ABUSA DE EFEITOS NO TELÃO E DAS CORES VERDE E VERMELHO, MAS NÃO É. PENA, NESSE CASO, TERIA TUDO A VER. ALIAS, OS CINEMAS QUE O EXIBEM PODERIAM, APENAS NESTE DIA, DAR UM TRATO E COLOCAR ESTROBOS E CAIXA DE REFORÇO DE GRAVES NAS SALAS -- E TIRAR AS CADEIRAS DAS PRIMEIRAS FILEIRAS -- JÁ QUE A VONTADE DE DANÇAR É CONTAGIANTE (COMO ACONTECEU NUM CINEMA EM LOS ANGELES, QUE TEVE DE INTERROMPER A SESSÃO PRA ACALMAR A GALERA). MAS ISSO NAO TEM ROLADO. ATENÇÃO: RECLAME SE O SOM ESTIVER BAIXO EM SUA SESSÃO. NA CABINE EM QUE FUI, ELE TAVA BAIXO, E, SEM PESO, METADE DA VIAGEM VAI PRO RALO. ENJOY THE TRIP!

Saturday, January 21, 2012

SHHHH!!!


O cinema hj chegou a um tal nivel tecnico q ate cansa. Eu sempre gostei das novidades na telona, do efeito sensurround aos filmes 3D, do telao do imax a projeção digital 4k (e sinto falta por nao ter visto Ben-Hur em 70m/m, pois eu sequer era nascido qndo ele estreou). Mas, as vzs, é tanta tecnica q se esquecem do filme, sao apenas produtos sem alma, na maioria das vzs. Por isso, hj a maioria deles parece demo de computer graphics, tudo roda, gira, explode. Dai que, um filme mudo (!) e em preto e branco (!!), como 'O artista', acaba soando como o maior dos truques, justamente por oferecer uma experiencia diametralmente oposta a de um 'Avatar'.

E foi com imenso prazer q assisti a este filme ousado para os dias de hj, apesar de contar uma historia simples e ate ja vista, de certa forma, no classico 'cantando na chuva' (a transição do cinema mudo para o falado). Muita gente sequer deve ter visto um filme mudo na vida e vai ate achar isso uma bizarrice. Ano passado, revendo um Chaplin mudo no Municipal, só com o acompanhamento ao vivo da orquestra, pensei: filme p-b muita gente ainda faz, queria ver alguem ter coragem de bancar um filme mudo. O frances Michel Hazanavicius teve. E foi esperto ao fazer essa homenagem a Hollywood, co-produzida com dinheiro americano e usando nomes locais, exceto o ator principal, o frances Jean DuJardin, dos filmes do agente OSS 117 -- que, historicamente, veio antes do famoso James Bond, dai seus filmes se passarem nos anos 50 --, ambos dirigidos pelo mesmo Hazanavicius; um passado no Cairo, e outro, no Rio. O ultimo filme mudo mainstrem foi 'Silent movie' (a ultima loucura de Mel Brooks, 1976), que era colorido.

Mesmo sem som (apenas com a bela trilha de ludovic bource, que ganhou o globo de ouro por ela), 'ouvimos' e sentimos tudo o q se passa na tela (até o corte é aquele quadrado antigo, ele so nao foi rodado em rotação acelerada), esquecemos logo que se trata de um filme mudo e entramos naquele mundo paralelo, mais estranho do que se fosse um sci-fi (como assim, ja existiu um tempo em que os filmes nao 'falavam'?), ainda que parte dos efeitos do filme tenham sido feitos digitalmente, o que soa algo incongruente. Existiu. E, se o novo tem que dar lugar ao mais novo, como sempre, é bom q jamais se esqueça dos pioneiros que abriram o caminho. nao se vai ao futuro sem dar uma olhadinha para tras, parece 'dizer' o filme...

Sunday, January 15, 2012

TAN-TAN




UMA DE MINHAS PRIMEIRAS LEITURAS INFANTIS, FORA GIBIS DISNEY, TURMA DA MONICA E HEROIS MARVEL, FORAM OS ALBUNS DO TINTIN. ATRAVES DELES, ASSIM COMO ROLAVA EM ALGUMAS AVENTURAS DO TIO PATINHAS BY CARL BARKS, EU TRAVEI CONHECIMENTO, PELA PRIMEIRA VEZ, COM POVOS E COSTUMES DIFERENTES. APESAR DO CLIMA COLONIALISTA, JA QUE TINTIN ERA EUROPEU, DESCOBRI AFRICA E ORIENTE EM ALGUMAS DE SUAS AVENTURAS, ANTES DOS DOCUMENTARIOS NA TV. ERA ALGO TAO FASCINANTE E MÁGICO COMO IR A OUTRO PLANETA...

PENA QUE ESSE LADO EH TOTALMENTE DESCARTADO NO FILME DE SPIELBERG (QUE JA ADMITIU QUE UMA DE SUA INSPIRACOES PARA INDIANA JONES, ALEM DOS SERIALS DAS MATINES, FOI O INTREPIDO JORNALISTA BELGA) COM PRODUCAO DE PETER JACKSON. OS DOIS, NOTORIOS EXIBICIONISTAS MASTURBATORIOS DE TECNICAS, SE PREOCUPARAM MAIS COM O VISUAL E O MOVIMENTO DO QUE COM O RESTO, AINDA QUE O RESULTADO SEJA OK. E ISSO SE REFLETE NO FILME. TUDO BEM, HJ TODO MUNDO TEM ACESSO A TUDO VIA INTERNET, NADA MAIS EH MISTERIOSO COMO ANTES, MAS ERA LEGAL DESCOBRIR À MODA DO TINTIN (tiNtiN, COM DOIS ENES, PF). DO JEITO QUE FICOU, DÁ UM POUCO DE SONO E TEDIO, SOBRETUDO NUMA CABINE MATINAL E COM AQUELE 3D EM QUE TUDO GIRA E RODA...

O FILME (BASEADO EM VARIAS AVENTURAS DE TINTIN, MAS USANDO COMO BASE O LICORNE DOURADO, MAS TEM ATE A CANTORA LIRICA CASTAFIORE, P EX), FOI TODO FEITO PELO PROCESSO MOTION CAPTURE (ATORES DE VERDADE DAO VIDA AOS PERSONAGENS DIGITAIS APOS SEREM CAPTURADOS POR COMPUTADOR), E É O MELHOR JA FEITO NESTA TECNICA ATE HJ (COMPARANDO COM BEOWULF E SCROOGE, P EX). TUDO É TECNICAMENTE PERFEITO, OS ATORES/VOZES ESCALADOS SAO BONS (JAMIE BELL, DANIEL CRAIG, O FERA NO ESTILO ANDY 'GOLLUM' SERKIS, SIMON PEGG). MAS TUDO PARECE FEITO APENAS PARA DEMONSTRAR O QNTO O 3D EH SENSACIONAL, O Q A WETA (FIRMA DO JACKSON) EH CAPAZ DE CRIAR, E QUE THEME PARK RIDE MANEIRO AQUILO UM DIA VAI DAR NA FLORIDA. MAS ACABA FALTANDO UM POUCO DE EMOCCAO, QUE SOBRAVA NOS LIVROS DO HERGE. SINCERAMENTE, EU ESPERAVA MAIS DESSE TINTIN, ALEM DE BOA TECNICA. MELHOR VOLTAR AOS LIVROS. OU ENTAO ASSISTIR AS AVENTURAS DE JONNY QUEST, SEU REFLEXO AMERICANO...

*O TINTIN DOS ANOS 60, O CAPITAO HADDOCK ERA ALTO E MAGRO, COMO O ORIGINAL, DIFERENTE DE SUA VERSAO DIGITAL.
Friday, January 06, 2012

O NOME DELA É LISBETH SALANDER


Finalmente cai dentro da trilogia 'Millenium'. Baixei os bd-rips dos tres filmes suecos baseados em tres livros do escritor sueco Stieg Larsson (nunca li nenhum e nem conhecia o cara), que fazem o maior sucesso, inclusive por aqui. O motivo? Comparar com o novo filme do David Fincher (com trilha de Trent Reznor e Atticus Ross, os mesmos de 'The social network'), que estreia aqui em breve, 'The girl with the dragon tattoo', que é o primeiro livro/filme da trilogia e nos apresenta a fascinante personagem Lisbeth Salander, feita à perfeição por Noomi Rapace, que está muito mal aproveitada no novo filme de Sherlock Holmes do Guy Ritchie.

Gostei muito do primeiro filme; que, nao sei pq, nao foi para os cinemas daqui, saiu direto em video e passa no Max. faria sucesso facil. É uma bem urdida trama de crime e investigação que se fecha em si e deixa alguns misterios no ar. Mas, como o livro e a personagem fizeram sucesso, vieram os seguintes. O segundo (o mais fraco) explica quem é Lisbeth, e o terceiro (apenas ok), arremata a trama toda com elementos que foram apresentados nos dois primeiros. Dizem que Fincher fez um remake avant la lettre dos originais. Dizem que o primeiro filme sueco muda um pouco o final do livro. Seja como for, é bom programa para quem gosta do gênero.

O grande atrativo mesmo é Lisbeth, uma punk hacker com um passado sombrio e personalidade multifacetada. Apesar de pequena e fragil, é uma mulher forte e de poucas palavras. O que acaba fascinando um jornalista da revista de reportagens investigativas 'Millenium', que, ao investigar um antigo caso de desaparecimento, acaba se envolvendo com ela, e descobrindo muito mais do que deveria (ou que não queriam que ele soubesse). Se voce assistir apenas ao primeiro filme, ja ta de bom tamanho. Ele é o melhor de todos, e seu final misterioso, nos deixa intrigado.



E AGORA, A VERSÃO AMERICANA (spoilers!):

Nao se pode dizer q david fincher fez um filme ruim, mas ele, certamente, tem bem menos clima do que o original -- ainda q tenha ajeitado mais o todo --, sobretudo nas cenas em que isso se faz necessario. P ex: tanto no momento em que Lisbeth esta sendo assediada por seu tutor, quanto na parte final, no confronto entre mikael e o tal homem q nao amava as mulheres do titulo do livro original sueco, falta pulso e clima, que so a trilha de trent reznor e atticus ross dá. Tbm é notavel que a Lisbeth de rooney mara (que se entregou bastante ao papel, criando ate um sotaque curioso) é levemente adocicada, quase cute, o que a salander de noomi rapace jamais é. O legal é que o filme realmente se passa em Estocolmo -- em vez de alguma cidade americana, tipo o deixe ela entrar --, mesmo com elenco internacional e anglo-parlante. E adicionou alguns detalhes (desnecessarios) que nao estao no filme sueco, mas sao citados no livro. O final do americano é levemente diferente (nao gostei do jeito como eles fizeram a cena do acidente), mas, como nao li o livro, nao sei a quem ele foi mais fiel ou não. Cotação: sueco **** americano ***
Tuesday, December 13, 2011

2011: WORK IN PROGRESS


Irei comentando e adicionando aqui, a medida em que for lembrando de 2011:

som: PJ HARVEY ('let england shake', melhor disco do ano, sem duvida alguma), LANA DEL REY (me impressionou pela voz, algumas tracks, álbum só em jan/2012), tUnE-YaRdS (na foto, do disco 'whokill', nao conhecia e gostei de primeira), novo do rapture, pouca coisa realmente me tocou na música, muita repetição...
vejam o clipe de 'bizness':



vivo: PORTISHEAD (nao ha nada parecido com essa banda ao vivo, nem voz mais angustiada e emocionante do que da beth gibbons, chorei), PRIMAL SCREAM (sen-sa-cio-nal!), LADYTRON (as meninas, de pertinho, sao demais), o resto foi muito hype...

via usb: HOMELAND (melhor serie dramatica, transforma '24' em coisa de criança), AMERICAN HORROR STORY (terror de qualidade na TV, com cenas de tapar os olhos) + dexter, misfits e fringe (continuam com a bola no alto) + game of thrones, melhor coisa da HBO em anos...

telão: MELANCHOLIA (me tocou e fez pensar, só nao ganhou Cannes pq o diretor disse umas besteiras, uma das melhores aberturas de filmes ever), DRIVE ANGRY 3D (muuuito divertido), X-MEN FIRST CLASS (best super heroe movie), MIDNITE IN PARIS, O NOVO DOS MACACOS, ATTACK THE BLOCK, MUPPETS, WARRIOR, DRIVE, ANOTHER EARTH... (abaixo, o prólogo de melancholia):



R.I.P. KEN RUSSELL, CHRISTOPHER HITCHENS, dois camaradas (ateus) que me afetaram as ideias, no bom sentido =), redson (colera) e a coitada da Amy;;;
Friday, December 09, 2011

GA-GA-GADGETS!


Chegou aquela epoca em que aquela gente que nao te da bom dia fica educada de repente pq eh natal e querem algo em troca. Nao dou a minima para estas. Mas, para quem esta pensando em (se) dar presentes, aqui vao algumas dicas dos ultimos gadgets que comprei, testei e aprovei:



GRUNDIG G8: sempre tive um fraco por receptores de ondas curtas (era minha internet nos 80s, por onde ouvia os pgms do john peel na bbc e a parada pop da radio france internationale) e sempre q viajo, gosto de checar o dial das radios locais. Este aparelho da Grundig junta as duas coisas. É um excelente receptor mundial (tem ate chave seletora para os horarios locais, com mapa mundi das capitais e escala gmt), tem faixas de am e fm, tbm eh relogio/timer/sleep e despertador e dá a temperatura em F e C. Alem disso, as baterias duram pra sempre. Comprei o meu em outubro e até agora nao as troquei (usa 3xAA), usando diariamente. Ele tem sistema de busca ATS e armazena estações, pra vc nao perder a sintonia daquela radio estranha que achou em sw. O acabamento do aparelho é muito bom e custa entre $50 e 60 na gringa. Provavelmente, sera o meu ultimo modelo do tipo, ja que é insuperavel nos quesitos.
*update: apos tres meses de uso, media de 2hrs ligado, finalmente troquei as pilhas

IHOME IDM12: ma babe comprou um ipad, e como atualmente todos os gadgets para toca-mp3 remetem a trecos da apple, comprei para ela (mas nao só) essa poderosa barra de som da ihome. O poder vem do fato que, apesar do tamanho e preço (entre $50 e 80 na gringa), ela tem um som de responsa (com ótimos graves), tem bateria interna recarregavel via usb, vem com stand para ipad e ipods (q tbm serve de proteção para os falantes) e ainda tem bluetooth. Ou seja, vc pode parear seu smart ou qq ipod com bt nela e ouvir a parada sem fio algum, e ainda pode leva-la para qq parte na bolsa/mochila, ja q pesa pouco e tem bom tamanho. Tenho usado com um ipod velho q tava meio abandonado la em casa, como som de banheiro, e pelo mesmo plug da pra ligar qq outro toca-mp3 ou som com entrada auxiliar. O BT funcionou perfeitamente bem com meu samsung galaxy S, pareou rapido. Tai um bagulhinho q impressiona.


SEINNHEISER RS-110: O nome Seinnheiser é sinonimo de qualidade, e nao seria diferente com este fone sem fio para ouvir TV e outros aparelhos com plug. Usei nos ultimos anos um Sony que ainda funciona, mas tem dois problemas: a espuma dos earpads ja acabou e incomoda se ficar com ele muito tempo nas orelhas assim, e a transmissão em infra-vermelho é um bocado ruidosa e tem pouco alcance. Com este rs-110, que transmite por radio, os chiados acabaram. E deu pra ir do quarto ate a cozinha sem perder o audio! (tem alcance de 100 metros) O som é otimo e ele é bem confortável. Só chama a atenção o tamanho, é grandão. Entao, se vc tem cabeça pequena, pode ficar estranho (rs). Mas, como é so para usar em casa, no prob. O Sony tinha bateria interna recarregavel, este não (só o modelo 220). Ele utiliza duas AAA (inseridas numa das orelhas), mas vc pode usar pilhas recarregaveis (como faço com tudo la em casa) e tá limpo. Vem com adaptador Y para conectar em aparelhos que so tem uma saida de audio e tem chave com tres canais de frequencia. Custa na gringa entre $45 e 60, mas ja vi aqui, no mercado livre, por absurdos R$ 450, imagine no shopping!

*na gringa, tudo isso me custou menos de R$300 (ja com a taxa de nyc), valor menor do que estao vendendo os fones no mercado livre!
Thursday, December 01, 2011

É HORA DE CANTAR, É HORA DE SORRIR...


Finalmente estreia aqui nesta sexta o novo filme para cinema dos Muppets. Quem tem menos de 20 anos nem deve saber mais do que se trata, ja que eles estao fora dos holofotes ha mais de uma década. Os Muppets foram os hosts de um inventivo show de TV que misturava esquetes de humor, numeros musicais, entrevistas e algo mais, no final dos anos 70. De Steve Martin a Liza Minelli, muita gente deu uma palinha no programa dos bonecos criados por Jim Henson (o mesmo dos bonecos de Vila Sésamo e de filmes como 'Labirinto' e 'O cristal encantado'). Faz tempo que os pgms nao sao mais reprisados, nem mesmo em canais como o TCM.

Esta semana, chega por aqui o terceiro filme deles para cinema apos 12 anos fora das telas. É um tremendo antidoto para quem nao aguenta mais ver filmes americanos com os mesmos efeitos especiais, trilha sonora, 3D e toda a baboseira atual. Eles soam deliberadamente old skool para uma plateia acostumada a piadas escatologicas e mortes a granel. O diretor do filme é o mesmo da serie de TV cult da HBO 'Flight of the Conchords', e, nao a toa, a trilha é feita pela dupla dos Conchords. Alem disso, uma constelação de artistas faz ponta na tela: do decano Mickey Rooney a Sarah Silverman, de John Krasisnki a Jack Black, de Whoopi Goldberg à cantora Feist e ao onipresente Dave Grohl, muita gente bacana aparece. No geral, tanto os antigos fas (que vao sacar mais as piadinhas referenciais) quanto a galera nova vao se divertir. Um dos filmes mais bacanas do ano. Atenção nas galinhas cacarejando Fuck You, do Cee-Lo!

*de quebra, ha um sensacional curta de toy story na abertura, que mostra a dura vida dos brinquedos sem graça de brindes de fast food!
Monday, November 28, 2011

KEN RUSSELL R.I.P.


Até uma certa idade eu odiava musicais, pq eles passavam, na sessão da tarde no lugar dos filmes de ação e aventura e as pessoas começavam a cantar e dançar do nada, isso me irritava, agravado pelo fato de, certa vez, minha mae querer me fazer entrar num cinema que tava passando a noviça rebelde, quando, do lado, outro cinema exibia 2001. e aquela roda espacial me agradava mais do que aquela mulezinha correndo feliz com maletas (rs). Contudo, isso começou a mudar quando assisti a meu primeiro musical, Tommy, baseado na opera-rock do The Who. Aí, sim.

Mas Tommy nao seria tao legal e delirante se nao tivesse sido dirigido por Ken Russell, que deu uma bela melhorada no material original (criou mais situações e mudou alguma coisa) e escalou um elenco sensacional (oliver reed, ann margret, elton john, eric clapton, tina turner, jack nicholson etc). A partir dai, fiquei fascinado pelo diretor. Infelizmente, seus filmes geralmente eram improprios para menores ou banidos/cortados no Brasil, pq sempre mexiam com sexualidade ou questionavam a religião (a cena inteira de Clapton em Tommy nunca passou nos cinemas daqui).e, como somos um pais carola -- e saindo da ditadura--, sempre dava merda por aqui.

uma das mais perturbadoras sequencia de "The devils":


Felizmente o VHS apareceu nos anos 80 e pude ver alguns de seus filmes, ainda que em copias piratas, ja que eles tbm nao eram lançados aqui nem em video. Como a delirante biografia de Franz Liszt, Lisztomania, com Roger Daltrey, Rick Wakeman e Ringo Starr; o banido Os demonios (sobre histeria religiosa, que tem cenas realmente perturbadoras e atuações perfeitas de Oliver Reed e Vanessa Redgrave), ate que, depois do sucesso de Tommy, ele passou a fazer alguns filmes para estudios de Hollywood, à sua maneira, claro, que chegaram aqui nos cinemas. Como Altered states (homenageado em Fringe com o tanque de isolamento e a atriz Blair Brown) e Crimes de paixão (ultimo grande papel de Anthony Perkins, como um fanatico moralista que se apaixona por uma prostituta feita por Kathleen Turner, vulgo China Blue).

Nao durou muito, claro, ele era ousado demais para os yankees. Então voltou para a Inglaterra onde fez filmes cults por pequenos estudios, como 'A maldição da serpente' (que lançou hugh grant), 'A ultima dança de Salomé' e seu ultimo grande filme, Gothic (alegoria de como teria sido a noite em que Mary Shelley, Percy Shelley e Lord Byron passaram isolados numa mansão a base de estimulantes, o que originou o livro Frankenstein e varios poemas de Byron e Shelley). Na maioria das vzs, os criticos nao gostavam mais dos exageros e estilo rococó do diretor do que o público ('Faço filmes para incomodar', disse Ken certa vez). Mas é inegavel que ele construiu uma linguagem propria e nunca se ateve as regras do cinema mainstream. fazendo o que lhe dava na telha. É menos um genio num mundo de idiotas assépticos. Palmas para ele!

*o moulin rouge de baz lurhman deve muito a russell...

abaixo, a sequencia cortada no brasil de tommy, com eric clapton:
Thursday, November 24, 2011

MAIS UMA DO PANÇO

tenho q dizer q a historia sobre o show do gangrena na festa hellradio, na torre de babel, esta mal contada e sem ouvir o outro lado. nao foi daquele jeito nao, panço. vc tava la?
Saturday, November 19, 2011

LADYTRON: ROXY MUSIC


Mesmo sem os devidos aparatos tecnicos (iluminação ruim e quase inexistente, qualidade de som apenas aceitavel, dj de esquenta horrivel), o primeiro show do Ladytron em San Sebastian City foi beeem legal. Isto pq, apesar de ser uma banda baseada em beats eletronicos, ao vivo o Ladytron conta com duas vocalistas maravilhosas: a fofa Helen Marnie, que canta ainda melhor do que nos discos (nao tem truque de estudio) e a bela -- e grávida! -- Mira Aroyo, no segundo vocal, as vzs fazendo as intervenções em bulgaro (sua lingua-patria) e enlouquecendo geral na plateia. Ao fundo, Daniel Hunt (q as vzs tbm toca guitarra, o q n rolou desta vez) e Reuben Wu cuidam dos arranjos eletronicos, secundados por um ótimo baterista contratado que nao elimina os beats e dá mais peso ao som. O resultado foram 70 minutos non-stop de pura alegria para os muitos fãs da banda que lá foram.

Levou umas cinco musicas para Marnie se sentir a vontade, mas a medida em q ela captava o calor do publico de volta (jogaram ate flores para elas), a fofa foi se soltando e rodopiando, cantando cada vez melhor e agradecendo a plateia. Mira, super timida, mandava bem nos keys vintage e os rapazes faziam a sua parte, afinal o show era todo das ladies (se nao fosse a barreira, elas seriam tragadas pelos fas, avidos por um toque ou um beijinho). O repertorio pinçou hits de todas as fases, alguns tocados num ritmo levemente mais lento, deixando de fora, entre as classicas, apenas 'Playgirl' (mas incluindo a minha fav, Discotraxx), e terminou botando a varanda do vivo rio abaixo com 'Destroy everything you touch', com a banda saindo de cena aos gritos ensandecidos da plateia. Vai demorar um pouco pra elas voltarem, ate Mira ter o baby e talz, mas que num bis aqui algum dia, Ladytron se apresente num lugar digno de seu nome.

setlist: softpower, international dateline, mirage, ghosts, high rise, true maths, white gold, runaway, ace of hz, little black angel, discotraxx, fighting in built up areas, seventeen, white elephant, destroy everything you touch (show 1h10am-2h20am)

clipe de "Runaway" by @selusava:

Friday, November 18, 2011

HOMELAND: NAO ACREDITE EM NINGUÉM


Noite dessas no twitter, eu tava comentando sobre a qualidade e variedade das series americanas de TV atuais, cada uma melhor do que a outra (Fringe, Dexter, American horror story etc), enquanto que, por aqui, so restam as novelas de sempre, copiadas da principal rede de tv (que as faz muito bem, mas nao muda nada, só o visual) e girando em torno dos mesmos temas (quem matou, quem é o pai e quem é a figura q surge do nada) ou nos mesmos lugares (rio/sp/bahia, familia italiana, ricos vs pobres etc), num ciclo que se repete igual ha decadas e decadas. Culpa do publico? Ou das próprias emissoras que nao dao uma opção a este mesmo publico?

Ja a tv americana, com mais redes ricas e sem monopolio (e onde novela é artigo de quinta, exibido a tarde para desocupados) é capaz de nos brindar, tanto na tv aberta qnto na fechada, com series diversas, muto bem escritas e atuadas (galazinho e mocinha de capa de revista de celebridades nao se cria por lá) e que, na maioria das vzs, sao melhores do que os atuais filmes americanos. O marco foi no começo dos 90s com 'Twin Peaks', mas foi na decada passada, com obras como "The Sopranos' e "Six feet under', que a HBO deu a virada e foi seguida pela concorrencia. Um dos canais que melhor se saiu nessa empreitada foi o Showtime, que ja nos deu 'Dexter' e 'Californication' e agora aparece com a sensacional 'Homeland'.

Nessa temporada atual, adotei as novas series 'Pan Am' e 'Ringer' (com Sarinha Buffy Gellar) e tbm 'The Playboy' club, q ja foi pro saco, alem de manter fidelidade a 'Dexter' (nova temp ta bem melhor q anterior) e 'Fringe' (cada vez melhor). Mas fui alertado por amigos no twitter a assistir Homeland. A principio, fiquei com pe atras, pq parecia mais uma daquelas series a la '24' (terrorismo nos usa) e nao teria saco para um novo Jack Bauer, ainda que este fosse agora uma mulher, minha querida Claire Danes (de 'My so-called life'). Resultado: baixei os 6 eps q estavam disponiveis e simplesmente nao consegui parar de ver apos assistir ao eletrizante piloto. É uma parada meio 'Manchurian candidate'. Claire é uma agente da Cia q acha q o soldado americano resgatado num buraco no Iraque apos oito anos preso - e agora tido como heroi nacional - é, na verdade, é um agente preparado pela al-qaeda para cometer um grande atentado em solo americano. E faz de tudo para comprovar isso.

E mais nao posso dizer. Apenas que no ep 7 rolou um twist sensacional na trama, e que a meio brasileira Morena Baccarin (de V) está lá, atuando muito bem e pagando belos peitinhos. Passa domingo a noite, antes de 'Dexter' (nas torrents, no dia seguinte). De quebra, ha o premiado ator da Broadway Mandy Patinkin (de 'Princess bride'), como o agente que treinou Claire (que está atuando absurdamente bem) e nao acredita nela. Afinal, como acreditar numa mulher que toma remedios controlados pq sofre de bipolaridade? Mas é a mais esperta de todos...
Friday, November 11, 2011

UMA CASA MUITO BEM ASSOMBRADA


Chequei algumas series que estrearam nesta temporada, entre elas 'Ringer' (prazer culpado, por conta da Sarah Michelle Buffy), The Playboy Club (pela Amber Heard e pelo tema, mas essa ja foi pro saco) e 'Pan Am', que ainda não atingiu a velocidade de cruzeiro, mas melhorou; além das favoritas de sempre 'Fringe' (cada vez melhor) e 'Dexter' (nova temp ta sensa, das melhores da serie).

Mas, das novas, a que me impressionou mesmo, positivamente, foi 'American horror story', dos criafdores de 'Glee' e 'Nip/Tuck', o que me fez hesitar em ver, ja que nunca acompanhei estas. Imaginei que seria mais uma serie de terror com casa mal-assombrada com sustos obvios, mas vai além. A partir de uma familia que sai da costa leste americana e vai para Los Angeles, morar numa antiga mansão onde aconteceram crimes hediondos (que eles não sabiam), os roteiristas constroem boas tramas sobre traição, loucura, sexo, crime, tudo com um toque bizarro e senso de humor (mas sem poupar nas cenas gore). E o elenco é vital para que tudo role bem. Ninguem muito conhecido na família, a não ser o canastra Dylan McDermott e a atriz que faz sua esposa, que fez 'Friday night lights" (Connie Britton, excelente milf) e a filha destes, a sensa Taissa Farmiga (irmã mais nova da Vera Farmiga, de 'A orfa'), todos muito bem nos papeis. E, como convidada especial, roubando todas as cenas, Jessica Lange, como a sinistra vizinha que tem uma filha com down. Alem de Denis Ohare (o master vampiro de 'True blood'), como um dos personagens mais asquerosos da TV, um camarada com cancer cerebral terminal. De quebra, o recem-assumido Zachary Quinto aparece como o ultimo dono da casa, um decorador gay afetado.

A serie estreou aqui esta semana -- passa segundas, 23h, no Fox --, mas la fora ja esta com 6 eps exibidos (vi os tres primeiros de enfiada, nao consegui parar de assistir). os eps 4 e 5, um especvial duplo de halloween, é das melhopres coisas no genero que vi na TV em muito tempo. Com muito menos badalação do que 'True blood' ou mesmo o mais sério 'Walking dead', p ex, achei a serie muito mais criativa e interessante no quesito horror. Tomara que emplaque temporada...
Friday, November 04, 2011

X = PUNKABILLY


Nao sou fã do Pearl Jam (mas respeito como banda e pelo historico, milz vzs eles do que um Nickelback, p ex) e nao tava dando muita bola pro show. Ate que descobri, por acaso, que a banda californiana X, ícone do punkabilly, é que está abrindo os shows no Brasil! E não li sobre isso em LUGAR ALGUM! (bon, uns dois sites apenas) Ha cerca de um mes perdi um show deles em NYC, pq era no dia em que eu chegava na cidade e os tickets ja tavam sold out. Na ocasião, eles exibiram o doc 'The unheard music' e tocaram os dois primeiros álbuns, Los Angeles e Wild Gift, na íntegra. Agora, com eles ali na esquina, não vou perder. Apoteose, aqui vou eu!

Formado por Exene Cervenka (voz) John Doe (voz, guitarra, ex-marido de Exene), Billy Zoom (um guitarra rockabilly) e DJ Bonebrake (batera), o X é uma das bandas seminais do punk rock angeleno, junto com Germs, Black Flag, Fear e outras, enfocada naquele doc "The decline of the western civilization'. O toque rockabilly de Zoom deu no punkabilly, reforçado pelo modo de cantar do casal Doe-Cervenka, que remetia aos duetos de Johnny e June Cash. Esta é a primeira vez em mais de 30 anos que a banda vem a América do Sul, e jamais viriam de outra forma.

Ray Manzarek, o tecladista dos Doors, produziu alguns álbuns da banda e disse na ocasião que o X era a mais perfeita tradução de Los Angeles desde a sua banda (da qual eles tocam soul kitchen). Um elogio e tanto. Eles tocam pro volta das 19h e eis aqui o setlist enviado pela produção. Quase todos os hits estão no cardápio. Será a meia hora mais quente deste domingo:

01. Your Phone's Off The Hook But You're Not

02. Johny Hit And Run Paulene

03. Soul Kitchen

04. White Girl

05. Beyond & Back

06. Hungry Wolf

07. Los Angeles

08. Breathless

09. Sugar Light

10. World's A Mess, It's In My Kiss

11. Nausea

12. Because I Do

13. Devil Doll

*o show começou as 19h, durou 40mins e seguiu a risca o setlist acima. foi muito bacana ver a banda de perto e com a formação original. assim q exene começou com 'your phones off the hook', na hora saiu aquela voz de sempre, nao mudou nada! billy zoom, como sempre, rindo e estático ao lado, dj bonebrake arrebentando nas baquetas e john doe em seu terninho rockabilly fazia os contrapontos vocais com exene, que faz deles o johnny e june cash do punk. pena que a cultura rock da plateia fosse quase zero (99% sequer tinha ideia de que banda era aquela) e sequer reconheceram qndo eles tocaram sua versao para 'breathless', do jerry lee lewis (a deles é a melhor, depois da original). mas a banda conseguiu animar parte da plateia apatica em alguns momentos, pq continua afinada como sempre, inclusive no hino punk 'nausea', que, uns 30 anos atras, fazia uma roda de mosh bater bonita aqui ou em los angeles.

NA CIDADE

FEVER-REIRO FERVE:

CASAS & SHOWS: Circo Voador 15 - Baile do Almeidinha - Hamilton de Holanda - Participação: Nina Miranda, Batuquebato, Afrodite, DJ Eppinghaus 16 - Heavy Baile / ÀTTØØXXÁ (BA) 17 – Anavitória: Baile de Carnaval 23 - Otto / Anelis Assumpção 24 - Orquestra Voadora: 10 Anos 16/03 Rael 23/03 Lô Borges

Teatro Odisseia 13 – Bloco Brasília Amarela 25 – Krisiun La Esquina 15 - The Flying Eyes (EUA) 25 - Boom Boom Kid (ARG) / Zander / Questions (SP) / N.D.R.

Vivo Rio 23 – Orishas (CUBA) / Oriente 24 - Fábio Jr 25 - Orquestra Petrobras Sinfônica: Thriller Sinfônico - Homenagem a Michael Jackson Teatro Rival 16 e 17 - Isabella Taviani Canta Tom Jobim

Audio Rebel 14 – Karam 16 – Filipe Alvim / Ventilador de Teto 15 – Olympyc 18 - Tango Jazz (Márcio Sanches, Facundo Estefanell, Fernando Trocado, Alexandre Carvalho, Roberto Rutigliano) 20 - Camila Costa - Participação: Lucina & Nilze Carvalho 22 – Nina Miranda 25 - Big Trep / Digga Digga Duo 28 - Victor Ribeiro Trio - Participação: Beto Lemos

Beco das Garrafas 16 - Bottle´s Bar: Elem Nara 17 - Bottle´s Bar: Adriana 19 - Little Club: Os Ensopados 21 - Bottle´s Bar: Ivo Vargas Sala Baden Powell (Copacabana) 15 - Santiago'S (Paulo Camilo, Carlos Moura, Alcir Alves, Almir e Aldair Santiago) 16 - Fátima Guedes & Jean Charnaux 17 - Osmar Milito & Indiana Nomma 18 – Márcio Gomes 20 – Angela Maria 21 – Forró do Kiko 24 - Patricia Bastos & David Assayag & Silvan Galvão: Três Amazônias 25 - Marcos Ariel - Participação: Bebê Kramer 27 - Isaac Chueke & Só Broder Band

Casa de Cultura Laura Alvim 18 - Elisa Addor 25 - Roberta Espinosa 27 - Sylvio Fraga Teatro Ipanema 23 - Nino Grandi: Homenagem a George Harrison

Teatro Café Pequeno 20 - Fernanda Jobim 22 - Maria Marcella Blue Note (Lagoa) 12 e 13 – 20h: Leo Gandelman 12 e 13 – 22h30: Big Gilson 14 - Alma Thomas & Indiana Nomma: Dolls and Dames 15 - Liz Rosa 16 - Fernando Anitelli: Voz & Violão 17 - Leo Jaime 22 - Banda Black Rio 27 - Moyseis Marques Canta Chico Buarque

Teatro Bradesco 16 - Titãs: Uma Noite No Teatro 23 - RuPaul´s Drag Race World Tour

Imperator 18 - Roda de Choro: Trio Rasteirinho 20 - Jazz Pras Sete: Marcos Nimrichter Trio 21 - Angela Maria 22 - Rio Novo Rock: Circus / Maieuttica / DJ Suirá 24 - Forró Lánalaje: Maurício Praxaxar / DJ Edna Carvalho 28 - Golden Boys Centro da Música Carioca (Tijuca) 15 - Quintas Instrumentais: Vitor Karyello 16 - Marcos Sacramento & Luiz Flavio Alcofra: Homenagem a Aracy de Almeida 17 - Ana Costa & Marquinho China 21 - Marcello Furtado 22 - Quintas Instrumentais: Zé Carlos 23 - Toque de Linha 24 - Ordinarius 28 - Antonio Sciamarelli

Maracanã 22 - The Pretenders / Phil Collins 25 - Ego Kill Talent / Queens Of The Stone Age / Foo Fighters

Casa do Choro (Centro) 22 e 23 - Quarteto em Cy 28 - Alexandre Caldi & Itamar Assiere: "Afro-sambas" de Baden Powell & Vinicius de Moraes

Teatro da UFF 21 - Tio Samba 23 e 24 - Casuarina CCBB 16 – Festa MOO de Carnaval: Conexões Africanas 24 - Madrugada no Centro: Festa Makula / Afrobapho / Tambores de Olokun - Participação: Sagrace Menga / Lucy Alves - Participação: Tássia Reis

Prado.Co (Jockey Club) Parque Garota de Ipanema (Arpoador) 16 - DJ Rajão / Sambanosso 17 - DJ MAM / Bondesom 18 - DJ Jada / Guga Pellicciotti Trio



MIXXX: 12 - Baile dos Sonhos: Stevie B / Trinere / MC Bob Rum / DJ Marlboro – Clube Monte Líbano 14 - Carnaval no Inferno: Catiço / Hollywood / Lagarto Rei / Pedro Santos / Zero Dollar – Rua Campos da Paz / Rio Comprido 16 - Bloco Pra Iaiá – Cordão da Bola Preta / Lapa 17 - Festival In Blast We Beat 2: Besta (POR) / Desalmado (SP) / Homúnculo / Deus Castiga / Bodhum – Palco 145/ Lapa 17 - Rock no Parque: T-Remotto / Lêmures Voadores / DWO – Arena Dicró / Penha 17 - Baque de Samba – Pedra do Sal / Saúde 17 - Baile da Sebastiana: Simpatia é Quase Amor / Céu na Terra / Cordão da Bola Preta – Clube do Fluminense 18 - Festival Brutal Folia: Gutalax (CZE) / SFC (PER) / Mata Borrão (BH) / Agorhy / Furúnculo Anal – Lira de Ouro / Duque de Caxias 18 - CarnaHell Metal Party: Cervical / Wartank / EVL – Galpão 666 / Ilha do Governador 18 - O Plano / Cândido / Banheiro Azul / Indivíduo K – Pub 16 Bits / Recreio dos Bandeirantes 24 - Fear of the Future (SP) / Pacto Social / Pós Sismo / Total Silence / Acid Drop – Estúdio Fórum / Botafogo 25 - Punk Noise Fest: Fear Of The Future (SP) / Inércia / Ódio Ungido / Total Silence / Sub-Atitude – Rock´n´Beer Pub / São Gonçalo 25 - GrajaRock: Pilfer / Triunfe – Vila Musical / Grajaú

acossado: ACOSSADO – UM FILME DE JEAN-LUC GODARD O (re)lançamento comercial do filme será no dia 08 de Fevereiro. copias digitais remaster. (RJ-SP-DF)

Bienal de Arte Digital, no Oi Futuro, a partir do dia 5 de fevereiro (noite de abertura).

Banda A Grande Trepada (Bigtrep) registra show em documentário na Audio Rebel Filme marcará os 30 anos do grupo carioca. A abertura é do Digga Digga Duo A Audio Rebel apresenta nomes da cena alternativa no Rio de Janeiro. Em 25 de fevereiro (domingo), às 20h, é a vez do quarteto A Grande Trepada (Bigtrep) subir ao palco em uma ocasião especial. Os cariocas fazem registro do concerto para o documentário “30 anos de Anonimato: A História da Grande Trepada”. A dupla Digga Digga Duo também toca na noite. Os ingressos custam 20 reais e a classificação etária é de 16 anos. Formada no Rio de Janeiro no final de 1986 pelos primos Maurício e Eduardo Garcia, A Grande Trepada (também conhecida pelo apelido Bigtrep) circula desde então pela cena da música underground do Brasil. Leandro Guimarães (Os Carburadores) e Robson Riva (BNegão e Seletores de Frequência) completam a formação atual.

MOSTRA EM HOMENAGEM AO MAESTRO ENNIO MORRICONE CONTINUA EM SÃO PAULO - DICA DE PROGRAMAÇÃO ALTERNATIVA PARA O CARNAVAL Até o dia 19/02, o Centro Cultural Banco do Brasil exibe 22 longas de gêneros, países e diretores diferentes que tiveram trilha sonora do maestro italiano
PROG IN BRASIL: Carl Palmer, Premiata Forneria Marconi, estarão no Brasil em 2018, se apresentando nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, como parte da Top Cat Concert Series 2018. Os italianos do Premiata Forneria Marconi CHEGAM EM ABRIL. O grupo de rock progressivo, formado em 1971, vem lançar seu novo álbum 'Emotional tattoos', e também vai tocar seus clássicos. Maio vai trazer o baterista do Emerson, Lake & Palmer e também do Asia, Carl Palmer, com seu tributo ao ELP.Show promete surpresas com algumas participações especiais de peso.

RU PAUL´S DRAG RACE TOUR: Em 2018, as drag queens de RuPaul's Drag Race vão levar a turnê oficial do reality-show, WERQ THE WORLD TOUR, para a terra do “Come to Brazil”! Michelle Visage vai comandar a apresentação no Brasil e todos os shows contarão com performances ao vivo de algumas das drag queens mais inesquecíveis de RuPaul's Drag Race, entre elas, as recém-divulgadas participantes da terceira temporada de All Stars, Shangela e Kennedy Davenport. Outras fan favorites devem marcar presença, como Detox, Kim Chi, Violet Chachki, Valentina e Peppermint. Ainda haverá um pré-show com DJ set e performance de Lady Bunny, a drag queen que é uma lenda da cena noturna de Nova York. 23/FEV TEATRO BRADESCO/RJ

(colaborou @DonnieDarko73);

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Tom Leão
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Critico de cinema e música (o globo), comentarista de cultura (Globonews), amigo dos amigos, amante de música, cinema, boa comida, de pedaladas e caminhadas. e cachorrinhos!
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